Garimpo Netflix #59

O Garimpo é um quadro do MetaFictions no qual indicamos toda semana 3 bons títulos disponíveis nas maiores plataformas de streaming. Clique aqui para conferir os anteriores.


Nosso garimpo desta semana vem com dois exemplares da gloriosa década de 90 (um brinde aos noventistas!!!) e um belo filme de safra nacional que, por um daqueles motivos obscuros, foi solenemente ignorado pelo grande público. Mas aí chega o já lendário garimpinho semanal Metafictions para não deixar essas pérolas caírem na vala comum do esquecimento.

Aproveitem as indicações e nos digam se gostaram!


– Garota, Interrompida (Girl, Interrupted), de 1999, dirigido por James Mangold

Irascível, insegura e confusa com os costumes em rápida transformação na sociedade americana dos anos 60, Susanna (Winona Ryder) parece ser como muitas outras adolescentes. Isso fica claro na narração em primeira pessoa que abre o longa: “Talvez eu fosse louca mesmo, talvez fossem só os anos 60 ou apenas eu era uma garota interrompida”. Quando os pais de classe média alta de Susanna descobrem que ela tomou um frasco inteiro de aspirina, pedem que ela procure um psiquiatra que a diagnostica com distúrbio de personalidade limítrofe, forçando sua internação.

O foco do filme em garotas adolescentes transviadas oferece algo de novo, uma vez que Hollywood tradicionalmente nos oferece uma visão bem masculina desses distúrbios, tendo no clássico “Um Estranho no Ninho” seu melhor exemplo.  A maior parte da narrativa se passa dentro dos limites da ala psiquiátrica, centrada nas interações de Susanna e na sua crescente e conturbada amizade com as outras reclusas.

Com elenco feminino estelar, esse filme merece muito sua atenção!

– Vivos (Alive), de 1993, dirigido por Frank Marshall

Se você já leu qualquer coisa ou viu qualquer programa da Discovery Channel com o tema “Sobrevivência Extrema” e afins, certamente já conhece essa história: em 1972, um avião carregando o time de rugby do Uruguai cai nos Andes. Apesar das temperaturas abaixo de zero e dos suprimentos escassos, os sobreviventes aguardam o resgate. No oitavo dia, eles ouvem pelo rádio que são dados por mortos.

Pouco a pouco, o impensável se torna inevitável. Para sobreviver, eles terão que canibalizar os cadáveres congelados de seus companheiros e amigos. Ao adaptar o relato de Piers Paul Read sobre o desastre aéreo dos Andes, o diretor Frank Marshall aborda de forma crua o dilema moral imposto a esses jovens em situação desesperadora. Para alguns dos sobreviventes, o maior pecado seria morrer.

Habilmente trabalhado e realizado com obstinação, esse filme nos empurra para aquele famoso e necessário questionamento: e se fôssemos nós? Assista!

– Homem do Futuro, de 2011, dirigido por Cláudio Torres

Em 2011, o brilhante cientista João “Zero” Henrique (Wagner Moura) está pesquisando uma fonte alternativa de energia através do uso de um dispositivo acelerador de partículas que ele mesmo projetou. No entanto, Zero é um homem amargo e frustrado desde que foi, no passado, humilhado em público por sua namorada, Helena (Alinne Moraes).

Um dia, Zero decide testar seu acelerador de partículas e viaja acidentalmente para o passado, mais precisamente até 22 de novembro de 1991, o dia que mudou sua vida com o constrangimento em público. Inevitavelmente, Zero decide consertar seu passado, contando ao seu “eu” adolescente o que Helena faria com ele, além de dar dicas econômicas a ele próprio e seu melhor amigo para fazê-los ganhar muito dinheiro. Quando Zero retorna a 2011, ele encontra o presente totalmente mudado em uma realidade alternativa e não gosta do que vê. Ele decide viajar para 1991 novamente, para colocar o passado de volta nos trilhos, mas agora a situação é bem mais complicada.

“O Homem do Futuro” é um dos bons filmes brasileiros feitos recentemente. É uma comédia romântica combinada com ficção científica que dialoga com filmes como “De Volta para o Futuro” e “Efeito Borboleta”. E ainda temos aqui o excelente Wagner Moura emprestando todo seu talento e versatilidade para história. Não perca!

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