Garimpo Prime Video #20: Terror

O Garimpo é um quadro do MetaFictions no qual indicamos toda semana 3 bons títulos disponíveis nas maiores plataformas de streaming. Clique aqui para conferir os anteriores.


Já chegamos a mais de 100 garimpos Netflix e uns outros tantos Prime Video. Centenas de bons títulos foram encaminhados aos nossos leitores. Uns controversos, outros definitivamente obras-primas. Entre filmaços e bons filmes, também tivemos um dos mais visitados que foi O Garimpo dos Subestimados, contendo obras cuja maior nota no IMDb fora 4,5. Diante desse panorama, resolvi indicar três títulos específicos dentro de um universo de nicho: o terror.

Mas não é aquele tipo de terror que tenho defendido em minhas resenhas: o novo terror, que busca profundidade em sua narrativa, além dos elementos comuns ao gênero. O que procurei aqui foi algo muito específico: o terror para se juntar a galera e curtir uma tensão. E só.

Nessa perspectiva, as obras aqui listadas seguram as rédeas e promovem esta ideia. Para além disso, sobra muito pouco. Mas nem sempre queremos ver um filme de Arte ou uma obra reflexiva que nos faz repensar a vida, né? Às vezes, só queremos ligar a TV e mergulhar numa onda de tensão em uma história despretensiosa e que não quer ousar nem um pouco.


A Casa do Terror (Haunt), de 2019, dirigido por Scott Beck & Bryan Woods

https://www.youtube.com/watch?v=rYGBeDvmx_U

É dia de Halloween e a galera da zoeira quer se divertir. Tal qual esse garimpo, só querem um bom momento de tensão. Eis que, diante deles, surge uma tal “Casa do Terror”, que promete uma experiência inesquecivelmente assustadora. E de fato é. E já sabemos que o suposto entretenimento será abrigo de toda forma de sadismo possível.

Como falado anteriormente, o lance aqui não é inovar, apesar de uma ou outra surpresa no meio do caminho dessa narrativa. Esse grupo de amigos, portanto, precisará batalhar a cada instante para conseguir sair vivo deste parque de diversões de pessoas insanas. A boa direção e fotografia criam a atmosfera necessária para que o espectador seja envolvido pela trama.

O típico terror com traços de drama, na figura de sua protagonista, encarna o medo e a tensão necessários para este tipo de obra.

Invasores (Shut In), de 2015, dirigido por Adam Schindler 

Anna sofre de agorafobia, isto é, não consegue sair de casa. O pânico a toma e ela começa a perder seus sentidos. É uma prisioneira domiciliar por vontade própria. Seus traumas pessoais, ainda não revelados a nós, a impede de atravessar a porta de casa. E isso não mudará nem mesmo quando invasores adentram violentamente seu lar. A luta pela vida se tornará cada vez maior quando a saída mais fácil é tão somente um outro obstáculo contra sua sobrevivência.

Diante disso, a narrativa se desenvolve e se torna cada vez mais interessante na medida em que, junto com os invasores, vamos descobrindo as causas para os traumas de Anna, bem como seus segredos mais obscuros, que colocará cada qual em pé de igualdade.

Invadir o território de Anna é andar pelos locais mais negros de sua alma. Escape Room, de 2019, dirigido por Adam Robitel 

Escape Room é o jogo que se popularizou, porém com tons de sadismo e insanidade. Neste thriller psicológico, seis estranhos aceitam um convite anônimo para participarem de uma espécie de jogo no qual têm determinado tempo para desvendar os segredos de uma sala temática e conseguir sair dela. Para isso, são levados a situações tão extremas que logo descobrem não se tratar de entretenimento, mas de uma espécie de tortura para um grupo de voyeurs.

Mais do que apenas salas temáticas que agem contra a vida de cada um desses integrantes, as situações expõem os traumas mais marcantes da vida de cada um dos estranhos ali presentes. Tendo que revisitar seus maiores medos e tentar sobreviver, cada qual é levado a um limite que flerta com o ponto sem retorno.

Uma narrativa direta e determinada que não permite um só minuto de fôlego ao seu espectador.

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