Frida, de 2002, dirigido por Julie Taymor

Você não precisa gostar de arte para gostar do filme Frida, já adianto essa informação. Afinal, a vida da mulher vai muito além das telas de pintura. A partir de um grave acidente que a obrigou a viver com metais de sustentação inseridos dentro de seu corpo pro resto da vida, Frida (Salma Hayek) vê na pintura um recanto para lidar com suas dores. Além da física, a artista vive um conturbado e tóxico relacionamento com o também pintor Diego Rivera (Alfred Molina), que, apesar de péssimo marido, foi uma importante influência e estímulo dentro de sua carreira.

Frida é hoje tida como um símbolo feminista, apesar da aparente contradição que é estar num relacionamento abusivo e ser uma mulher forte. A artista provou que o machismo pode infiltrar até mentes aparentemente resistentes a ele, mas que isso não significa que ele é capaz de impedir uma mulher de ser incrível. Ou de, até, libertar-se dele – seja em sua vida ou na Arte.
(O filme está disponível aqui na Netflix.)


Olga, de 2004, dirigido por Jayme Monjardim

Sim, é um filme produzido pela Globo, o que normalmente me deixa com pé atrás e cheia de preconceito. Ainda mais sendo dirigido pelo Monjardim. MAS não deixa de ser a respeito de uma mulher de força inabalável que encarou situações extremas dentro de sua luta política. Batalhou do início ao fim pelos ideias comunistas no qual acreditava e, se já é difícil ser comunista dentro de uma democracia, imagina em plena ditadura Vargas com o nazismo de plano de fundo.

Lutando lado a lado com Carlos Prestes, com quem teve um relacionamento amoroso, ela foi líder de movimentos anti-fascista e sofreu, como infeliz consequência, a pena da prisão ainda que grávida. E teve sua filha dentro de uma cela de cadeia. E, sem nunca ter sabido o destino de sua filha, foi transferida para um campo de concentração onde foi executada em uma câmara de gás. Puta que pariu, bicho. Por isso esse filme merece sim atenção: sua personagem transcende a obra, sem dúvidas.

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