Livre (Wild), de 2014, dirigido por Jean-Marc Vallée

Numa espécie de versão feminina de “Na Natureza Selvagem, temos Cheryl Strayed (Reese Witherspoon) se redescobrindo a partir da decisão de viajar mais de mil milhas na trilha da Costa Pacífica americana com uma mochila nas costas. O filme é a adaptação do livro da mulher, que não é só uma personagem do cinema; ela existe e tem uma história de se admirar. Após perder a mãe para o câncer, Cheryl vê sua vida instável, esbarrando em drogas, sexo e um ex-marido que não sabe bem como ajudar.

A jornada só se torna uma verdadeira prova de autoconhecimento com a tomada de consciência de limites – a quebrar ou não – e encontro de uma estabilidade interior apesar dos desafios e dores ainda sendo cuidadas. É inspirador uma mulher sair da merda, ir pra uma situação completamente desconhecida e perseverar tanto. Vale citar que Cheryl, fora do longa, é uma ativista progressista que foi parte de algumas organizações na luta dos direitos femininos durante sua juventude.


O Sorriso de Monalisa (Monalisa Smile), de 2003, dirigido por Mike Newell

Augusto Cury diz que educar não é repetir palavras, é criar ideias; é encantar. Ser professora abre portas para transmitir conhecimento e sabedoria – e os dois conceitos têm diferenças. O conhecimento está nos livros; a sabedoria, no leitor. Por isso, acho que é uma honra ser posta em sala e ter a oportunidade de ensinar tanto sobre a vida para alguém – não por que necessariamente sua vida é fabulosa mas por que você está disposta a tornar a vida de outros um aperfeiçoamento de sua própria. Eu faço um paralelo bem nítido com ter filhos, sim.

A professora Katherine (Julia Roberts) está disposta a ir fundo nessa ideologia, mesmo que isso signifique ser severamente julgada por suas visões de mundo “irreverentes”. Ela, uma mulher educada de maneira liberal em plenos anos 50, se vê diante de uma escola tradicionalíssima que educa um grupo seleto de meninas a serem as mais inteligentes de todas… desde que usem todo seu aprendizado tão somente para o lar, como mãe ou esposa exímia. Nadando contra a corrente de seu tempo, a educadora estimula que suas alunas pensem além daquela realidade – o que cria ideias e, portanto, é sempre perigoso para os consolidados dogmas sociais.
(O filme está disponível aqui na Netflix)

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