Você viu o trailer do filme? Caso não tenha visto, ele é o típico trailer que não te mostra absolutamente nada além de cenas para te instigar a ir ao cinema. “Mas pera aí, Fields…todo trailer não é assim?” Mais ou menos… todo trailer te dá um mínimo de direção ou o que esperar. Nesses tipos de trailer, como no A Cura, você não sabe quem vai fazer o que, onde e por que… ou seja, vá ao cinema descobrir. Então eu fui, né? E pra que…?

“Você está bem? Soube que foi ver A Cura…”

O longa se divide em 3 partes bem distintas. “Ah Fields… tu tá de sacanagem, não é possível… todo filme tem começo, meio e fim”. Sim, verdade. No entanto, A Cura faz com que essas 3 partes possuam tons e, quase, gêneros diferentes. A 1ª parte chega a te dar uma ponta de esperança pela temática no que parecia ser uma crítica ao capitalismo, à ambição e à falta ética no mundo corporativo. A película começa com Lockhart (Dane DeHaan) – sujeito que escala com determinação dentro da empresa financeira no qual trabalha rumo ao topo para poder olhar para baixo com desprezo – recebendo a missão de trazer para NY o presidente da empresa que se encontra em tratamento em um sanatório nos alpes suíços. Ao chegar, todo o mistério começa… “O que é esse lugar? Quem são essas pessoas sendo tratadas? Como e do que elas são tratadas? Uau… quantos mistérios… estou empolgado.” Toda a construção apontava, de forma cliché, para uma ligação entre o que é feito lá e a história desse antigo castelo onde o sanatório funciona. Em 30 min (das 2h26min) você já sabe o final.

Que belo lugar… nada de ruim acontece aqui.

Aí começa a 2ª parte do longa, a parte que eu chamaria de: “você sabe mesmo?” O filme vira uma investigação com raros bons momentos em que você chega perto de duvidar que sabe o final, mas isso dura muito pouco. “Fields… isso é bom, não é?” Poderia ser se tivesse sido bem executado. Incrivelmente todos da cidade sabem toda a história, em detalhes, dos ocupantes do antigo castelo e seus destinos. E pior, eles parecem que combinam um com o outro que parte da história eles vão contar para Lockhart para não se repetirem e se complementarem. Cenas que chegam a causar vergonha alheia tomam parte também nesse momento. Consegue imaginar uma princesa da Disney dançando metal industrial em um pub? Nem eu.

O 3º ato é a despirocada máxima numa espiral de acontecimentos sem sentidos e não explicados… tudo o que foi (mal) construído nos atos anteriores é jogado fora. Fazia tempo que eu não via um terceiro ato tão ruim (e olha que eu vi O Chamado 3).

Imagina essa porra no inverno…

Ao final do filme eu entendi o significado do título. Eu precisava achar A Cura… então fui ver a pré estreia de Moonlight.

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