De vez em quando, assistimos filmes que não tem o mínimo de divulgação, seja por um trailer ou por um cartaz. Filmes pequenos e com baixo orçamento são, em geral, mal apresentados para o público. Pessoalmente, não sou um conhecedor de películas pequenas, porém sei que têm belas histórias a serem contadas.

“A Filha” se encaixa nos filmes que eu não tinha noção que estava sendo produzido. O atrativo para resenhar sobre tal película era nulo, mas decidi encarar o desafio. Tinha receio de achar o longa monótono ou chato. Para minha surpresa o filme passa longe de ser ambos, realmente, não tem um ritmo acelerado, mas há momentos em que ele segura o espectador o suficiente para que se considere o filme, no mínimo, decente.

A película tem como história a seguinte: Christian (Paul Schneider) está voltando para casa, a fim de comparecer ao casamento do seu pai, Henry (Geoffrey Rush) com uma moça mais jovem. Lá, Christian, encontra um velho amigo, chamado Oliver (Ewen Leslie), que mora com sua esposa, pai e filha. Os problemas se iniciam quando Christian decide ameaçar contar para o amigo um segredo que já tinha sido esquecido.

O roteiro é bem amarrado, constrói muito bem os personagens e desenvolve razoavelmente a história. As situações são bem feitas e são apresentadas de forma verossímil, de modo que o espectador não tem qualquer dificuldade em acreditar no que está acontecendo. Porém, o filme não deixa de ser um tanto sem “sal” em seus primeiros trinta minutos, fazendo um pouco difícil que se tenha vontade de se continuar assistindo, ou seja, o longa é um tanto desanimador em seu início.

As coisas começam a ficar interessantes quando as atuações vêm à destaque com mais firmeza, seja por parte do protagonista, de Henry, ou de Oliver e sua família. Agora sim temos um filme mais interessante com uma narrativa igualmente interessante. Portanto, o grande destaque do filme fica nas mãos dos atores, que emocionam a quem está assistindo de maneira crível e bela.

O terceiro ato do filme é o momento em que você, espectador, pode levantar e aplaudir, pois aí sim, temos um filme verdadeiramente impressionante. Infelizmente, os dois primeiros atos não acompanham a mesma qualidade desde 3º ato.

O que “A Filha” proporciona? Uma aula de atuação muito bonita, porém seu roteiro não é dos melhores, em especial por não saber balancear seus níveis de qualidade. Em alguns momentos o filme é muito bom, em outros ele é medíocre. Está aí o grande problema do filme, pois ele não sabe se quer ser algo ok, porém esquecível ou se quer ser realmente bom e lembrado.

 

Sugestões para você: