Uma das maiores belezas do cinema em relação ao espectador é que você pode selecionar um filme qualquer e entrar na sala esperando algo passageiro, sem nada de de mais e acabar sendo surpreendido. Este é o caso com Aliados.

Um filme simples com uma história simples, mas que consegue manter o espectador entretido e ansioso para saber o que acontecerá.

Max (Brad Pitt) é um agente especial que é colocado em uma missão para se passar como esposo de Marianne (Marion Cotillard) durante a segunda guerra mundial. Eles se apaixonam e decidem viver juntos. Com determinado tempo de filme um agente superior a Max informa a ele que sua esposa seria possivelmente uma agente alemã e a partir daí o protagonista tenta resolver este mistério.

Considerando esta simples história de romance e espionagem, o filme executa, com maestria, uma trama envolvente. Ótimas atuações de ambos protagonistas, que ao mesmo tempo que conseguem passar tranquilidade e conforto, também transmitem angústia e ansiedade.

Tudo – desde o figurino, que está sendo indicado ao Oscar por este motivo, às motivações dos personagens, aos cenários e à fotografia – é de muito boa qualidade. Os protagonistas são bastante verossímeis, mesmo em se considerando que ambos fazem sacrifícios extremos pela segurança e preservação de sua família.

O elenco de suporte não impressiona, não há personagens memoráveis, mas nada que atrapalhe a narrativa, foi apenas uma escolha dos roteiristas de não ter coadjuvantes tão fortes.

Uma narrativa fluida e sem nenhum exagero. Não posso dizer que é uma obra prima do cinema, mas, com garantia, é um bom filme no qual gastar seu dinheiro, o que, hoje em dia, está cada vez mais raro de se ver.

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