Antes da estreia de Blade Runner 2049, três curtas-metragens foram produzidos com o intuito de servir como introdução/campanha de marketing para o aguardadíssimo novo filme de Denis Villeneuve. Os três curtas apresentam alguns eventos ocorridos no período entre 2019 (ano em que se passa o Blade Runner, o Caçador de Andróides) e 2049 (quando acontece a continuação).

O primeiro-curta, intitulado Blade Runner 2049 – 2036: Nexus Dawn, se concentra em Niander Wallace (Jared Leto), uma espécie de Eldon Tyrell mais jovem que pretende que a proibição contra a fabricação de novos replicantes seja revogada. Para isso, apresenta uma nova linha de androides, chamada de Nexus 9. Dos três curtas, esse filme (dirigido por Luke Scott, filho de você sabe quem), é o que mais parece inspirado no universo de Philip K. Dick. Para quem estava preocupado com a atuação de Leto (como eu), Blade Runner 2049 – 2036: Nexus Dawn serve como grande alento.

Também dirigido por Luke Scott, o segundo curta se chama Blade Runner 2049 – 2048: Nowhere to Run, e se concentra em Sapper (Dave Bautista) e no confronto em que ele se envolve com a polícia para defender uma mãe e sua filha. É a primeira vez que vemos as ruas de Los Angeles e é um imenso prazer explorar – mesmo que por pouco tempo – aquele universo tão revolucionário estabelecido em 1982 por Ridley Scott e Syd Mead.

O terceiro e provavelmente melhor dos três curtas é Blade Runner Black Out 2022, dirigido por Shinichirô Watanabe. Todo em animação, o curta está mais diretamente ligado ao universo do original ao apresentar replicantes sendo caçados por humanos, que identificam os androides por meio de informações online. Um grupo de replicantes rebeldes então decide detonar uma bomba no meio de Los Angeles, o que cria o caos na cidade. Com cenas alucinantes de ação e um certo clima onírico, Blade Runner Black Out 2022 questiona os limites da (pós-)humanidade de uma maneira inteligente e complexa, o que também esperamos do filme de Villeneuve.

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