O CinePigmeu traz hoje algo que eu acho fundamental no que tange o estilo curta-metragem: a produção verdadeiramente independente.

Quando os americanos, com sua poderosa indústria cinematográfica, falam em “filme independente”, isto significa filmes independentes do grande estúdio. O que quer dizer, no duro, que a produção custou poucos milhões. Quando, no entanto, nós na América Latina falamos em “filme independente”, estamos querendo dizer aqueles que dependem quase que exclusivamente dos próprios realizadores. E essa atitude de criar  a obra, sem focar nos recursos para tal, é louvável!

Quando estava pesquisando sobre equipamento de Cinema para comprar o meu, deparei-me com alguns vídeos-teste de um norueguês chamado Anders Øvergaard. Vi que o cara tirava uma beleza quase inacreditável de suas imagens. Comecei a acompanhá-lo, porque ele sabe muito bem o que faz tecnicamente. Anders é um desses cineastas independentes que conseguiu dar certo, especialmente no universo digital. No entanto, em seus curta-metragens, apesar de a parte técnica ser próxima do impecável, há uma falta de conteúdo. Isto, contudo, não acontece no título de hoje. Não para mim.

Catch Me foi um filme dirigido por Anders Øvergaard e escrito por Inger-Lill Eikaas, Lotte Sandbu e Anders Øvergaard. Participou do 2012 Scandinavian Videomarathon contest, no qual a equipe recebia o tema numa sexta-feira, ao meio-dia, e deveria entregá-lo pronto no domingo, no mesmo horário. 48 horas para fazer a obra, desde pensar a história até concluir a edição.

O tema, naquela ocasião, foi “punição” e Catch Me conseguiu o 2º lugar. Assistam ao belo resultado dos amigos da Escandinávia.

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