Um dos melhores filmes que já vi na vida – e que marca sua presença em meu Top10 – é uma obra-prima violenta e visceral dirigida por Paddy Considine, “Tiranossauro”. Estou devendo, há algum tempo, um Assista! acerca deste título, daquela minha série pessoal sobre filmes ingleses desse gênero. No entanto, enquanto eu não o indico neste nosso quadro (apesar de automaticamente a primeira frase já ter realizado este trabalho), trago-vos no presente CinePigmeu (publicação nossa tão adormecida quanto a supracitada, devido, nesse caso, à dificuldade de se encontrar bons títulos disponíveis ao público) o curta vencedor do 61º BAFTA, Dog Altogether, obra que é quase que um resumo de “Tiranossauro”, trazendo algumas cenas muito semelhantes ao longa.

Aqui, temos a história de um homem (brilhantemente atuado por Peter Mullan – o que é redundante, eu sei) que só sabe lidar com as coisas ao redor de forma extremamente violenta. Como um animal enjaulado em seu próprio corpo, ele está acostumado com a destruição. Mesmo aqueles que são próximos e caros ao seu convívio também provam do sabor amargo de sua explosão constante. Mas, como a maioria dos seres humanos, ele é imutável, obrigando a si mesmo a conviver com seus remorsos, arrependimentos e destroços causados pelos seus atos.

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