David Harbour, o carismático policial “fechamento” de “Stranger Things”, é o protagonista do novo curta lançado pela Netflix. No estilo “mockumentary” (documentários ficcionais), o filme O Monstro do Monstro de Frankenstein brinca com os limites entre realidade e ficção ao apresentar David Harbour como si próprio tentando reconstruir as memórias do pai a partir de fragmentos e testemunhos acerca de uma produção específica em sua carreira (a que leva o mesmo título da presente obra).

David revisita esta peculiar produção da carreira de seu progenitor, enquanto traça paralelos com as lembranças resgatadas por antigos companheiros de trabalho. Mas essa jornada vai desvendando uma figura pouco paternal e, no mínimo, contestável acerca daquele que havia sido, segundo Harbour, um grande ator à sua época. Mais do que isso, porém, a narrativa joga com a dualidade entre o novo e o velho no Cinema; questiona – em uma leitura possível – a enxurrada de remakes da qual a indústria americana parece refém; critica de leve a grande participação de marketing nesta Arte; além de fazer uma homenagem às transformações do fazer Cinema.

O filme dentro do filme.

Parecendo mais um exercício de produção cinematográfica, com recursos e staff incontestáveis, a obra não vai além naquilo que parece ser sua proposta. Pincela vários temas, mas não aprofunda grandes questões. Em partes, deixando-nos com vontade de saber mais sobre as histórias que são sugeridas; porém, ao se debruçar sobre muitos assuntos, a montagem parece realizar um arremedo de várias possibilidades narrativas. Nesses termos, no entanto, o filme se torna essencialmente conceitual, se mostrando um “Frankenstein” cinematográfico.

Disponível em: https://www.netflix.com/br/title/81003981

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