O CinePigmeu volta mais uma vez à Noruega. Agora, no entanto, com uma belíssima obra vencedora de Cannes 2006 como melhor curta-metragem.

Sniffer é um filme escrito e dirigido por Bobbie Peers e nos conta a história de um mundo surreal, no qual a gravidade é inversa. Acompanhamos a narrativa de um homem comum, tal qual qualquer outro que surge em meio as cenas, que sai de casa todos os dias e vai para o trabalho (este um tanto quanto excêntrico). Ao se deparar com um pombo, o homem começa a fazer relações de sua própria vida com os momentos vividos pela ave.

Com plano contemplativos, sem qualquer diálogo e precisamente filmado, Peers rege um conto a priori surreal. Só a priori, mesmo. O que nos deparamos nestes 10 minutos de filme é um relato comum a todos nós: a angústia de se perceber como apenas um na multidão anônima do planeta; não mais importante, essencial ou único. Apenas um e um a mais, somente. Com sentimentos à flor da pele, que tentam ser camuflados pelas ações rotineiras de cada instante; sentimentos estes que tentam encontrar um canal para se libertar… e voar.

“Voe em seu caminho como uma águia, voe tão alto quanto o Sol” (Dickinson/Smith).

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