José Guilherme Vereza é redator de propaganda, diretor de criação, roteirista, escritor de quatro livros ficcionais publicados, professor universitário e metido a cozinhar aos domingos. Gosta de futebol e cinema. Embora graduado em Comunicação, se entrega a filmes como um mero espectador, deixando a obra entrar pelos seus poros, veias e retinas. Estes são os seus termômetros mais precisos para sentir o que viu. Depois, até lê críticas e resenhas para ver se conferem com seus sentimentos. Vive repetindo um pensamento de Gilberto Gil: “tão importante quanto o talento para fazer música é o talento para apreciar música”. ZéGui se considera um simples apreciador do que passa nas telas. É feliz assim.

Nostalgia: Apocalypse Now

O horror, o horror. O Apocalypse Now de Coppola termina com esse último suspiro do coronel Kurtz (Marlon Brando), um enlouquecido pelas atrocidades vividas e empreendidas na Guerra do Vietnã, que se isola nos cafundós do Camboja, cercado por uma tropa de montanheses, transfigurados…

Crítica: Yesterday

Escrevo a um metro e trinta e cinco centímetros do carpete do meu escritório. As teclas flutuam como se não houvesse gravidade e morro de medo de não reuni-las sobre meu notebook, o que me impediria de expressar meu sentimento. Sempre insisti na crença…

Nostalgia: Deu a Louca no Mundo (It’s a Mad Mad Mad Mad World )

Estava à toa na vida, o meu amor me chamou para ir ao cinema. Pena que o filme era deprê: “O Professor Substituto“, de Sébastien Marnier, uma produção francesa na qual os fantasmas do mundo de hoje aparecem disfarçados de símbolos sutis auto-destrutivos, poluídos,…

Nostalgia: Tootsie

Nos primórdios da adolescência, quando me raiavam os primeiros fiapos de homenzinho e os hormônios anunciavam chegada breve, pelo menos umas três vezes me vesti de mulher. Explico: meu pai, tios e primos, quando se reuniam em festança de fim de semana numa casa…

Nostalgia: 1900 de Bertolucci (Novecento)

“Verdi è morto!”, urrava em lamentos um indigente corcunda pelos campos e estábulos de uma fazenda no interior da Itália. Assim se a anunciava o século mais revolucionário da História. Simultaneamente, gritava-se “Un bambino!” tanto na varanda do casarão dos proprietários, quanto das frestas…

Nostalgia: Amarcord

Disse uma vez Louis Armstrong: “O jazz não é um quê. É um como”. Usurpador de boas definições que sou, digo eu: “Amarcord não é um quê. É um como”. Amarcord é um processo, um caminhar. Amarcord não é uma história, uma trama, um…