José Guilherme Vereza é redator de propaganda, diretor de criação, roteirista, escritor de quatro livros ficcionais publicados, professor universitário e metido a cozinhar aos domingos. Gosta de futebol e cinema. Embora graduado em Comunicação, se entrega a filmes como um mero espectador, deixando a obra entrar pelos seus poros, veias e retinas. Estes são os seus termômetros mais precisos para sentir o que viu. Depois, até lê críticas e resenhas para ver se conferem com seus sentimentos. Vive repetindo um pensamento de Gilberto Gil: “tão importante quanto o talento para fazer música é o talento para apreciar música”. ZéGui se considera um simples apreciador do que passa nas telas. É feliz assim.

Crítica: O Irlandês (The Irishman)

Imagine uma banda com Paul MacCartney, Jimmy Hendrix e Jimmy Page. Ou John Lennon, Bob Dylan e Cole Porter criando letras em trio. Ou uma canção de Chico, Caetano e Gil. Ou Tom Jobim, Ira Gershwin e Leonard Bernstein compondo uma mesma sinfonia. Vamos…

Nostalgia: Ardil 22 (Catch-22)

Durante a Segunda Guerra Mundial, numa base aérea do Mediterrâneo, o Capitão Yossarian (Alan Arkin), da Força Aérea dos Estados Unidos, conversa com o médico Dr. Danneka (Jack Gilford) sobre um piloto chamado Orr (Bob Balaban). Eis o diálogo. – Orr é doido? –…

Nostalgia: Apocalypse Now

O horror, o horror. O Apocalypse Now de Coppola termina com esse último suspiro do coronel Kurtz (Marlon Brando), um enlouquecido pelas atrocidades vividas e empreendidas na Guerra do Vietnã, que se isola nos cafundós do Camboja, cercado por uma tropa de montanheses, transfigurados…

Crítica: Yesterday

Escrevo a um metro e trinta e cinco centímetros do carpete do meu escritório. As teclas flutuam como se não houvesse gravidade e morro de medo de não reuni-las sobre meu notebook, o que me impediria de expressar meu sentimento. Sempre insisti na crença…

Nostalgia: Deu a Louca no Mundo (It’s a Mad Mad Mad Mad World )

Estava à toa na vida, o meu amor me chamou para ir ao cinema. Pena que o filme era deprê: “O Professor Substituto“, de Sébastien Marnier, uma produção francesa na qual os fantasmas do mundo de hoje aparecem disfarçados de símbolos sutis auto-destrutivos, poluídos,…

Nostalgia: Tootsie

Nos primórdios da adolescência, quando me raiavam os primeiros fiapos de homenzinho e os hormônios anunciavam chegada breve, pelo menos umas três vezes me vesti de mulher. Explico: meu pai, tios e primos, quando se reuniam em festança de fim de semana numa casa…