Marco Medeiros às vezes acha que nasceu há dez mil anos atrás. Mil e uma utilidades, é professor e faz-tudo das palavras. Pai do Tequila, um pug com o demônio no corpo, se não fosse filho de seus pais queria ser fruto do cruzamento da Rita Lee com o Tom Hanks. Mexeu com Meryl Streep, mexeu com ele.

Crítica : Eu vi (Haunted) – 1a Temporada

Buscando distrair-se do filme de terror que se instaurou no Brasil nas últimas semanas, conhecido como Eleições 2018, este crítico se aventurou no cardápio da Netflix e resolveu se embrenhar em sua nova série original: Eu Vi. A premissa era tentadora. Seis episódios de…

Crítica: Na Própria Pele – O Caso Stefano Cucchi (Sulla mia pelle)

Stefano Cucchi, italiano, 31 anos, detido, em 2009, numa abordagem policial que encontrou 20g de maconha e 2 de cocaína com ele. Sete dias depois, sob custódia da polícia, com vários hematomas no corpo, duas vértebras da coluna fraturadas, Cucchi morre. Sua morte causou…

Crítica: Escobar: A Traição (Loving Pablo)

Talvez um dos maiores sinais dos tempos opacos em que vivemos seja a destruição das utopias. Não por acaso, alguns teóricos sugerem caracterizar a contemporaneidade como uma enorme pós-utopia. Isso talvez explique a profusão de filmes sobre anti-heróis, criminosos e outras criaturas não-idealizadas. Abandonados…

Crítica: Café (Caffè)

Apesar de ser professor, espécie a qual o senso comum credita a característica de ser movida por esse negro líquido, nunca fui fã de café. Até bebo, mas sem paixão. Minha relação mais próxima com a beberagem se dá pelo vício de repetir várias…

Crítica: Alguma Coisa Assim

Vivemos tempos líquidos. É assim que, em seu já nascido clássico, Modernidade Líquida, Zygmunt Bauman apresenta os nossos dias. Avessos à solidez que marcou os períodos anteriores, vivemos uma época de fluidez, na qual nada é permanente, totalizante ou totalmente perceptível e capaz de…

Crítica: Egon Schiele: Morte e Donzela (Egon Schiele: Tod und Mädchen)

“Desculpe, 100 anos de idade, mas ainda é muito ousado para os dias de hoje.” Cobrindo corpos nus pintados pelo artista, essa frase ilustrou painéis em lugares públicos na Grã-Bretanha e na Alemanha durante a divulgação de uma exposição das obras de Egon Schiele…