Thomaz corre atrás de animais. Única rima que conseguia fazer com seu nome de nascença. Por isso, numa metamorfose culé e romanista, Thotti nasceu. Discípulo de Bakunin que flerta com Nietzsche. Cinéfilo iniciado por Kubrick, porém jamais tirou o Tarkovsky da cabeça. Única certeza: morrerá no Hyrule Field na companhia de seu golden, Link. Isso porque o suborna com delicadas coçadas na orelha. Vivendo por bacon, Maiden, prosa barata e poesia suja. Thotti por Thotti: Caçador de carneiros.

Crítica: A Casa Que Jack Construiu (The House That Jack Built)

“Tigre, tigre que flamejas Nas florestas da noite. Que mão que olho imortal Se atreveu a plasmar tua terrível simetria?” -O Tigre, William Blake Na saída da exibição de A Casa Que Jack Construiu, um companheiro de cabelos brancos, esses que se encontra em…

Crítica: A Balada de Buster Scruggs (The Ballad of Buster Scruggs)

O velho oeste americano foi emoldurado no imaginário coletivo num espaço portentoso e quentinho, repleto de afagos e carinhos manufaturados na forma de obras primas. O western deixou faz muito de ser um particular olhar da última fronteira do Tio Sam para se converter…

Crítica: O Grande Circo Místico

Coberto por uma atmosfera de ansiedade e torcida, O Grande Circo Místico, representante brasileiro para possíveis indicações ao Oscar, é mais circo que propriamente película. Mais nova obra do veterano Carlos “Cacá” Diegues, um dos poucos nomes que ainda goza de respeito e causa…

Crítica: Bojack Horseman – 5a Temporada

“ Um mundo que se pode explicar, mesmo com raciocínios errôneos, é um mundo familiar. Mas num universo repentinamente privado de ilusões e de luzes, pelo contrário, o homem se sente um estrangeiro. É um exílio sem solução, porque está privado das lembranças de…

Crítica: Nico, 1988

Caetano Veloso diz que o século XX foi imaginado por Andy Warhol. Parte integral da imaginação desta figura apocalíptica e vitalícia foi justamente uma mulher de sotaque alemão. Ícone taciturno. Voz inebriante. Mordaz. Infamante. Anjo caído de lábios fogosos e talento exuberante. Nico é…

Crítica: Ilha dos Cachorros (Isle of Dogs)

Wes Anderson é um pintor cinematográfico. Suas tintas enfeitiçam qualquer um para dentro de um universo esfumaçado, onde as narrativas se misturam e se devoram em quadros movimentados. O requinte técnico de Anderson é inegável, assim como sua delicadeza, sua construção de personagem sutil…