Thotti Cardoso - Metafictions

Thomaz corre atrás de animais. Única rima que conseguia fazer com seu nome de nascença. Por isso, numa metamorfose culé e romanista, Thotti nasceu. Discípulo de Bakunin que flerta com Nietzsche. Cinéfilo iniciado por Kubrick, porém jamais tirou o Tarkovsky da cabeça. Única certeza: morrerá no Hyrule Field na companhia de seu golden, Link. Isso porque o suborna com delicadas coçadas na orelha. Vivendo por bacon, Maiden, prosa barata e poesia suja. Thotti por Thotti: Caçador de carneiros.

Crítica: Ilha dos Cachorros (Isle of Dogs)

Wes Anderson é um pintor cinematográfico. Suas tintas enfeitiçam qualquer um para dentro de um universo esfumaçado, onde as narrativas se misturam e se devoram em quadros movimentados. O requinte técnico de Anderson é inegável, assim como sua delicadeza, sua construção de personagem sutil…

Crítica: Submersão (Submergence)

Wim Wenders representa como poucos a perene vanguarda do cinema europeu. Com uma sensibilidade apurada e uma cinematografia singular, o alemão conquistou suspiros cinéfilos pela eternidade graças a obras que marcaram época como “Paris, Texas”, “Asas do desejo” e “Buena Vista Social Club”. Com…

Crítica: Zama

Lucrecia Martel demorou quase 9 anos para voltar à tela assombrada após o seu apoteótico “Mulher Sem Cabeça”. Pilar da renovação do cinema latino-americano e um dos mais proeminentes rostos do novo cinema argentino, a cineasta utilizou esse tempo perdido para lapidar um dos mais…

Crítica: O Mecanismo

José Padilha se provou um diretor singularmente talentoso ao manufaturar uma fórmula cinematográfica capaz de adaptar a realidade de maneira fustigante. Embarcando de cabeça em narrativas reais, cobertas pela fina seda da sordidez, o brasileiro abusa de narrações em off e de um ritmo…

Crítica: 120 Batimentos por Minuto (120 battements par minute)

No primeiro momento que minhas pálpebras bateram o olho no título pensei se tratar de campanha para conscientização para saúde cardiovascular. Quando entendi que era filme, entrei na sessão, realizei meu tradicional ritual para abraçar a sala, e quando o projetor se iniciou, convenci…

Crítica: The Square: A Arte da Discórdia (The Square)

“Ado-a-ado! Cada um no seu quadrado!” Era isso que berravam os animadores de festa da minha época. Alguns eufóricos, vestindo a carapuça da falta de neurônios, outros com as pálpebras petrificadas no relógio, torcendo a cada novo passo para aquele pesadelo de confete, serpentina…