Fui assistir ao filme Colossal empolgado com o trailer e por ter feito o nosso Top 10 Filmes de Monstros, que me botou em contanto com vários filmes do gênero que há muito não visitava.

E, meu amigo… Colossal é o nome perfeito para esse longa.

A impressão que eu tive foi  que Nacho Vigalondo não sabia muito bem sobre o que o próprio filme era. Ele começa como comédia romântica, passa para comédia com sci-fi, vira um filme de drama e alcoolismo misturado com abuso físico e emocional e termina como um filme de monstro. Tudo isso muito mal amarrado, transformando a película numa obra feita por Victor Frankenstein.

Começamos com Gloria (Anne Hathaway) terminando com seu namorado (no caso ele terminando com ela) e se mudando para sua cidade natal, onde reencontra seu amigo de infância Oscar (Jason Sudeikis). Ele é dono de um bar e, além de sempre cuidar dela, a oferece emprego. A partir daí a relação entre os dois e outros 2 amigos (Austin Stowell e Tim Blake Nelson) começa a escalonar, de forma esquizofrênica, para um confronto que parece muito forçado.

Diretor se preparando para escrever o filme.

E os monstros? Então… enquanto essa comédia/drama ocorre nos EUA, lá na Coréia do Sul surge um monstro gigantesco, que aparece sempre em determinado horário e imita os movimentos de Gloria sempre que ela entra em um parquinho, e um robô tão gigantesco quanto o monstro, que aparece pelo mesmo motivo em relação a Oscar.

Não estou aqui para dar spoilers, mas a justificativa para o confronto entre os personagens e o aparecimento dos monstros do outro lado do mundo naquele horário, imitando os movimentos de Gloria e Oscar e exclusivamente no parquinho me deu vergonha alheia e quase abandonei a sala do cinema.

Colossal… uma merda colossal.

Caso você queira apenas se divertir vendo monstros lutando, recomendo que você vá assistir algum King Kong, Godzilla ou qualquer filme de nosso top 10. No entanto, se você curte um drama mal costurado e com raros momentos divertidos… bom filme.

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