Sabe aqueles filmes que parecem ter todos os elementos para serem, no mínimo, um entretenimento interessante mas acabam deixando a desejar foda? É o que acontece com o longa escrito e dirigido por Roberto Girault , A Lenda do Diamante, estreante da semana no catálogo Netflix.

Durante cerca de 90 minutos, seguimos a jovem Helena (Ana Layevska), filha mais velha de um aristocrata rural mexicano, desafiando os padrões de comportamento de sua cidadezinha oitocentista em busca de sua irmã, Camila (Paulina Goto), sequestrada por um bando de foras-da-lei que exigem uma alta quantia de dinheiro para devolver a moça. Além de um cenário inspirado nos longas clássicos de Velho Oeste americanos, o tom de fantasia é construído pela lenda de um velho mosteiro mal-assombrado, de onde seus exploradores jamais retornam, lar de uma criatura misteriosa, que é justamente o antro onde a irmã da valentona Helena se encontra aprisionada.

Contando com a ajuda do noivo de sua irmã, Pablo (David Villegas), Helena decide encontrar o vilão, Lobo (Fernando Estrada), e seus capangas, exigindo a volta da irmã como condição para entregar o dinheiro. Nesse ponto, chegamos ao patamar da porradaria, quando a confusão se instala e Helena troca tiros com o bando de Lobo ao descobrir que Pablo não é bem o que parece. Nesse meio tempo, a moça acaba contando com a ajuda de Diego (Alex Sirvent), o anti-herói mais cheio de sex appeal de todos os tempos.

Em termos de enredo, o filme tenta surpreender mas acaba nos apresentando uma versão muito meia boca da A Bela e a Fera, numa fantasia exagerada e dramática que mais parece uma novela mexicana. O longa peca no ritmo lento e, apesar de prometer, os momentos de suspense a ação de fato são resumidos em dois atos, o do meio e o do fim, sendo insatisfatórios e nada surpreendentes.

Apresentando uma trilha sonora, figurino e fotografia até interessantes, o longa mexicano acaba vendendo uma ideia inicial que infelizmente não consegue dar conta, com atuações que deixam muito a desejar e um roteiro pobre, além de efeitos visuais tão toscos que deixam em dúvida se houve baixo orçamento ou se era essa mesmo a proposta do diretor. Em resumo, A Lenda do Diamante tenta ser épico mas falha miseravelmente.

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