Conforme já foi falado semana passada na crítica do filme “O Feitiço do Natal“, o Natal está chegando e a Netflix mais uma vez estreia nova película romântica com esse plano de fundo, tendo outros a vir. A Princesa e a Plebeia traz a fórmula já muitas vezes tratada no cinema: a pobre menina abandonada à espera do seu príncipe encantado; já em uma história paralela, outra personagem, “pobre” menina rica, à espera de uma vida mais emocionante e normal. É possível que esse streaming tenha se inspirado no casamento real que ocorreu no começo desse ano, da atriz americana Meghan Markle e do príncipe Harry, devido aos vários aspectos que identificarei ao longo dessa crítica.

O filme trata de duas personagens principais, ambas vividas por Vanessa Hudgens, a fofíssima estrela da Disney de “High School Musical” e que me lembra fisicamente Meghan Markle. Uma delas, Stacy, vive em Chicago desempenhando com primor a profissão de confeiteira, porém muito desiludida quando o assunto é o amor; a outra é a Duquesa Margaret, que pelo título de nobreza em questão não necessita de muitos comentários. Então, quando por uma coincidência do destino elas se encontram e percebem uma semelhança física absurda, a “pobre” Duquesa, com a sua vida tão monótona, prestes a se casar com o tão sonhado príncipe encantado e sedenta por uma vida mais normal, propõe a mudança entre as duas personagens.

Começa, portanto, a saga das duas tão iguais mas tão diferentes. Stacy se mostra não aquela menina que só espera seu príncipe encantado, e que desempenharia ao lado dele um papel de coadjuvante. Ela tem personalidade forte e desejo de ser uma mulher que faria a diferença naquele cenário de realeza. Enquanto a duquesa, essa se apaixona pela vida simples regada de pequenas belezas da vida, passeios pela cidade junto com o amigo fiel de Stacy e a filha dele.

Essa comédia romântica é cliché? Sim. Batida? Sim. Mas, apesar de desenvolver uma narrativa bastante familiar, o conto de fadas ainda paira no imaginário de alguns. E nesse conto a “princesa de mentirinha” assume uma posição de protagonismo feminino, não se submetendo ao simples papel de figurante ao lado do seu príncipe. Fato que me lembra o tal casamento real no início do ano.

Verdade, honra e amor, palavras que levam as nossas personagens a tomarem as decisões e fazerem suas vidas, realmente, valerem a pena serem vividas. Uma encontra, mesmo na simplicidade, esse caminho e a outra, na realeza, o real sentimento do Natal, através de simples gestos que transformam a vida de todo um reino. Justificando o contexto natalino no qual se passa a história, a obra propõe a lição do sentido desta celebração: A verdade e o amor. Muito embora, essa lição seja o maior conto de fadas de todos os tempos.

por Leilane Vettori

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