“Super Mario Bros.” e “The Legend of Zelda” foram dois dos maiores videogames lançados na década de 80, gerando inúmeros jogos e produtos diversos inspirados nos originais. No mesmo ano em que lançaram os irmãos encanadores, uma ladra de chapéu e casaco vermelhos foi distribuída e, graças ao seu sucesso, fizeram vários outros jogos para diferentes plataformas, um game-show e um desenho animado com algumas cenas em live-action. Vinte anos após o fim da animação, a Netflix produziu uma versão totalmente repaginada e com o título reduzido para somente seu nome: Carmen Sandiego.

Inspirado nos jogos, acompanhamos Carmen Sandiego (voz de Gina Rodriguez) em várias aventuras pelo mundo para, em teoria, roubar. Porém, não na maneira “tradicional”. Na companhia dos irmãos Zack e Ivy (Michael Hawley e Abby Trott) e com a assistência técnica de Player (Finn Wolfhard), a ladra irá roubar outros ladrões, num estilo Robin Hood misturado com “Missão Impossível”. E sim. Recebemos algumas aulas de geografia e história como no original, mas às vezes são zombadas pelos próprios personagens, parodiando a proposta educativa de seus antecessores e deixando-a sutil. Admito não conhecer a protagonista e sua história por inteiro, mas depois de pesquisas pela internet, acredito que a adaptação fará sucesso com uma nova geração e, talvez, dividirá os fãs da versão original.

Não há melhor camuflagem que essa.

Quando disse que é uma repaginada, quis dizer completa. 100% rebooted. A trama que o pessoal levemente mais velho conhece foi picotada exceto pelo fato de Carmen ter ficado órfã quando pequena. Sua origem foi o que mais me atraiu e é nela que encontramos a primeira diferença: ao invés de ter crescido na agência de detetives ACME, foi criada pela organização de vilões VILE, na qual trabalhava com prazer no original. Aqui, vemos uma Carmen que não deseja cometer os mesmos erros da VILE e trabalha ao lado dos irmãos, que, originalmente, eram funcionários da ACME com o objetivo de capturá-la. Agora, são dois jovens adultos normais de Boston. Além disso, quase todos os personagens tiveram seu visual adaptado. Podem surgir controvérsias sobre tudo isso, mas não vi nenhum problema.

A verdadeira face de Player.

Se você é muito apegado ao original e tá esperando uma adaptação fiel em todos os aspectos, sugiro que nem assista essa. Mas caso seja fã e tranquilo com mudanças, drásticas ou pequenas, vale a pena assistir, especialmente se tiver crianças na família. Entretenimento até uma certa idade e possível nostalgia para os “mais velhos”.

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