Olá, meus amigos MetaFictianos! Aproveitando que nosso editor-chefe está de férias, faço aqui uso da minha liberdade criativa e trocadilhos bostas livremente. No entanto, antes de sua ausência, ficou tudo arrumadinho para cobrirmos as estreias da semana nos cinemas e na NETFLIX.

E, apenas agora, me dei conta que peguei somente filmes que se passam na neve. Tirando “Boneco de Neve (que tinha possibilidade de estreia nesse final de semana, mas foi adiado), fiz “Terra Selvagem (confira a crítica!) e esse, cuja crítica você está lendo, Depois Daquela Montanha.

Vale ressaltar que Depois Daquela Montanha e “Terra Selvagem” se passam em estados vizinhos, Utah e Wyoming, respectivamente. Isso teve um certo impacto na percepção do longa, como falarei mais a frente.

Como você já pode ter percebido pelo trailer, a história é simples. Duas pessoas têm seus voos cancelados por causa de uma tempestade e fretam um pequeno avião bimotor para chegarem ao seu destino. Esse avião cai, numa cena muito bem executada, e os dois sobrevivem à queda, junto com um cachorro (que é do piloto). O piloto vem a óbito e eles estão largados à própria sorte.

Isso tudo acontece logo nos minutos iniciais do longa, abrindo espaço para MUITAS gordurinhas que tornaram o filme um tanto grande. E boa parte dessas gordurinhas girava em torno de ir em busca de ajuda ou ficar esperando resgate, isso considerando o fato do piloto não ter registrado a rota (não sei como) no controle de voo.

O grande problema do longa jaz nos pequenos detalhes que impediram a minha imersão. Alex (Kate Winslet), tinha um senhor ferimento na perna e isso raramente era um problema, fora que as semanas que eles passaram juntos, mal se alimentando e num frio extremo, não foram suficientes para que eles perdessem peso, mantendo ainda uma aparência saudável (incluindo aqui uma barba que mal crescia).

É preciso mencionar as questões climáticas que são muito severas naquela região, mas que não eram retratadas de tal forma, deixando de tornar a situação deles urgente e ameaçadora. Isso é muito bem retratado no “Terra Selvagem”, que eu acabei assistindo antes.

Embora a atuação de Idris Elba tenha sido bem abaixo do esperado, a Kate brilha no filme, trazendo bons contrapontos e um certo desespero em situações que exigiam tal reação. Por ser fotógrafa de um jornal, muitas vezes as cenas que ela estava presente com sua câmera eram especialmente belas (claro que a geografia local ajudou bastante).

Chegando ao terço final, temos uma sucessão de cenas de drama água-com-açúcar, que arruína boa parte da construção dos personagens ao longo de suas jornadas pela neve.

O que prometia ser um filme que eu esperava ter canibalismo e cachorros sendo devorados, tivemos romancinho e uma trilhazinha na neve. Espero que o livro seja melhor…

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