Família, família. Papai, mamãe, titia. A música retrata a estrutura familiar “tradicional” com qual estamos acostumados, mas nem sempre é a que temos. A segunda temporada de Diablero mostra mais uma vez que podemos escolher nossa família, mesmo que isso envolva uma sequência de episódios inferior à temporada anterior.

Três anos depois dos eventos da primeira temporada, o Apocalipse foi evitado e a filha de Ramiro (Christopher von Uckermann), Mariana (Cassandra Iturralde), está sã e salva, mas o padre não se encontra em lugar algum. A menina está sob o cuidado dos diableros Elvis e Keta Infante (Horacio Garcia Rojas e Fátima Molina) e a possuída Nancy (Gisselle Kuri). Juntos, os três irão percorrer toda distância possível para resgatar o padrecito e salvar a Cidade do México de novas ameaças, mas não estão preparados para as falhas que os acompanharão durante seis episódios.

Como as más notícias sempre vem antes, vou direto aos pontos negativos. Enquanto os efeitos especiais da primeira temporada oscilam entre tosco e decente, agora 90% é mal-feito (com pequenas exceções), rendendo até um ser que parece um boneco rejeitado do Jim Henson. Mas vejamos pelo lado bom: é um CGI de qualidade perto da monstruosidade conhecida como “Cats”. Apesar do roteiro concluir pontos anteriormente em aberto, como o passado de Mayakén (Matías del Castillo), ele deixa incontáveis brechas que não conseguem ser justificadas sem outra temporada, desde as motivações do principal antagonista às origens de uma nova equipe de diableras. Felizmente, há suas vantagens e destaco a evolução de Keta, o relacionamento entre Nancy e Ramiro e uma cena hilária protagonizada por Isaac (Humberto Busto).

Dois anos de espera poderiam ter sido aproveitados de maneira bem melhor, já que o resultado é claramente decepcionante. Sei que não é uma série perfeita, mas pede por uma nova temporada satisfatória. Por enquanto, só posso torcer para que não repitam os mesmos erros em uma possível terceira temporada.

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