Como já é a praxe aqui do MetaFictions em nossos reviews de episódios de séries, teremos spoilers do episódio e da série inteira no texto a seguir.


Ainda não acabou. Eu farei o que for possível.” É com a frase de 17, em todos os sentidos possíveis, que abrimos nossa crítica do episódio 126 de Dragon Ball Super. Um episódio frenético, que brincou com nossas emoções e mostrou que nossa querida franquia ainda pode nos surpreender.

Já falando em nosso deus não oficial, o androide 17, vimos que seu plano de enrolar a luta para ganhar tempo continuou por mais um período. Mas Toppo é um deus da destruição, seu nível está muito acima e manter essa estratégia seria uma façanha e tanto. Considerando o tempo gasto com o jogo de gato e rato armado por 17, podemos dizer que ele foi bem-sucedido, mas chegou uma hora que não dava mais e ele só foi salvo pelo seu parceiro momentâneo de luta, Freeza.

Ahhh, Freeza… que cena muleke piranha linda. Atrapalhando a execução de Toppo e ainda proferindo umas gracinhas, mesmo estando aos frangalhos. Essa dupla correspondeu as expectativas quanto ao entrosamento, mas não de poder de luta. Nesse caso, quem mais decepcionou foi Freeza. Sua forma Gold era equivalente ao SSJ Blue de Goku, mas parece bem abaixo agora. Ou Goku, com as diversas lutas durante o Torneio, ficou consideravelmente mais forte, ou ele nunca usou sua verdadeira força contra Freeza.

Eis que a luta filler de Jiren contra Goku e Vegeta cruza o caminho da luta central do episódio, fazendo com que Toppo assumisse a luta contra Vegeta. E que luta, senhores. Foi rápida e decisiva, como todas as lutas deveriam ser, mas temos aí algumas inconsistências.

A que mais incomodou foi o Vegeta pai de família e cumpridor de promessas. Talvez ele só não tenha matado mais seres inteligentes e inocentes do que o Bills e Freeza. Vegeta é um verdadeiro psicopata genocida, inclusive tendo matado inocentes não há muito tempo atrás, na saga Boo, no 25o torneio de artes marciais. Sem demonstrar remorso ou ser punido por seus crimes, Vegeta só se importa com as pessoas mais próximas a ele.

Vegeta ainda tem a pachorra de criticar Toppo por abandonar seus ideais de justiça e paz para ficar mais forte e poder salvar seu universo, mesmo tendo que abraçar o oposto do que defendia e se tornar um deus da destruição.

Usando a técnica de que ele se valeu para tentar derrotar Majin Boo – com um flashback que fez meus olhos suarem – ele conseguiu derrubar Toppo da arena, mas sem abrir mão de sua vida dessa vez. Vemos que Vegeta deu um grande salto de poder e personalidade, mas… né? O discurso ficou contraditório e a ação um tanto desnecessária. Vegeta tinha domínio da luta, para que se arriscar a morrer e/ou matar seu adversário?

Contudo, uma vez usado o golpe, achei uma pena ele não ter matado Toppo e ter sido desclassificado. Aliás, faltando apenas um lutador do 11o Universo na arena, agora é que realmente não veremos ninguém sendo desclassificado por isso. Jiren vai lutar com todo cuidado para não matar ninguém e qualquer eventual desclassificação de um dos 4 lutadores do 7o Universo por matar alguém não importará.

Agora faltam apenas 4 minutos para sabermos quem vencerá e manterá seu universo vivo. De um lado temos o todo poderoso e inteiro Jiren e do outro temos Freeza e Vegeta aos peidos, 17 razoavelmente inteiro, mas com nível de luta abaixo de seus colegas, e Goku, que está exausto de tanta luta, mas ainda tem lenha pra queimar. Resta-nos aguardar.

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