Como já é a praxe aqui do MetaFictions em nossos reviews de episódios de séries, teremos spoilers violentíssimos do episódio e da série inteira no texto a seguir.


Dragon Ball Super se aproxima de sua conclusão com um episódio de tirar o fôlego. Tivemos uma luta visceral, arquibancada alucinada e personagens inesperados marcando presença. Ao mesmo tempo que vemos essa crescente ao nos aproximarmos da conclusão da série, tanto em roteiro como na animação, não consigo deixar de pensar que caso tivesse sido assim desde o começo o anime talvez não fosse interrompido. É evidente, dado o aumento do escopo do universo de DBS, com novos universos, deuses e personagens marcantes, que  a série rumaria para outras histórias com possibilidades riquíssimas (e eu espero que isso venha a acontecer no futuro). Mas com animações medíocres e histórias que cagavam no próprio lore de Dragon Ball aconteceu o que muitos – inclusive uma grande parte dos fãs – queriam: o seu término.

Lamentações a parte, a luta de Goku com o Instinto Superior dominado e Jiren foi completa. Muitas trocas de golpes em uma escala sem precedentes de destruição da arena. Ela foi rápida e violentíssima. A animação foi imprescindível para essa sensação, com uma fluidez e ângulos raramente vistos em Dragon Ball e com uma arte ao mesmo tempo bela e suja, dando um ar desleixado proposital (meio como em DEVILMAN: Crybaby). Embora espetacular, essa alternância de estilos de animação, que é bem comum em animes sem temporada exibidos continuamente, causa uma fadiga e desgasta quando cai a qualidade. Isso passa a impressão que só quando tem algo importante é que vale a pena ser bem animado.

Top 10 socão na cara!

Jiren é um oponente formidável, mas falar que ele é um antagonista é forçar muito a barra. Olhando do ponto de vista do Torneio, todos são antagonistas simplesmente por estarem de pé na arena, pouco importa se são heróis altruístas ou genocidas em seus universos. Mas mesmo assim, DBS tenta pintar Jiren com um passado de perdas para validar a necessidade de vitória. Essas construções demoram e não serão em 3 ou 4 episódios que iremos criar empatia ou antipatia por ele. A única coisa que temos que reconhecer é seu poder monstruoso, mesmo não usando o Instinto Superior.

Essa tal construção do passado dos personagens foi muito bem mostrada no monólogo do mestre Kame. Praticamente todos ali presentes no Torneio pelo Universo 7 foram inimigos de Goku em algum ponto de sua jornada desde Dragon Ball clássico e agora são amigos. No entanto, não consigo ver Kuririn como inimigo em nenhum momento e nem Freeza como amigo.

Aqui ninguém xinga o juiz.

O final do episódio ainda guardou uma agradável surpresa. A arquibancada estava louca na torcida, alguns indignados, outros vibrando com a vitória que parecia certa, alguns apenas se divertindo e outros gritando instruções. Eis que, quando a pilha do Goku acaba e ele é arremessado pra fora da arena, vemos um ki o colocando a salvo em alguns escombros. Quem foi o nosso salvador?! Na verdade foram os dois melhores lutadores do Universo 7 lado a lado. Freeza, que nós já esperávamos estar na arena, na sua forma Gold e o Androide 17. O nosso salvador voltou, completando o ciclo sagrado de sacrifício e ressurreição. Aparentemente ele não se explodiu com seu golpe e está de pé para fazer frente ao todo poderoso Jiren.

Fiquei emocionado? Sim. Mas ainda achei baixo demais esse escolha da Toei. Ele era o personagem mais querido e trazêlo de volta para o último episódio foi muito apelativo. O Vegeta até usou um golpe semelhante, que o levou a morte no passado, mas nunca foi um golpe de autodestruição e sim seu corpo que não suportava a carga de energia usada. O golpe do 17 era literalmente de autodestruição. Mas enfim… veremos agora como os 2 vão resistir ao Jiren.

Alguém joga os brincos de Potara pra eles, por favor!

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