Uma cidadezinha pacata e simples no interior dos Estados Unidos, onde praticamente todos se conhecem e a rotina é sempre a mesma, ganha atenção em escala nacional ao ser tornar o cenário de um ou mais assassinatos. Obviamente, eles acabam provocando enormes mudanças. Parece a sinopse de incontáveis filmes e programas de TV, não acha? Qualquer um conhece essa história.

Essa narrativa um tanto genérica e superutilizada tende a sair do básico se for verdadeira, como é o caso de Inocente. Baseada no único livro de não-ficção de John Grisham, a série documental da Netflix relata o que houve durante e após a época dos crimes cometidos, além de contar com a participação de pessoas ligadas a eles. O assassinato de duas jovens na pequena cidade de Ada, Oklahoma, durante os anos 80 volta a ter relevância quando fatos que antes pareciam certos mostram falhas e uma leve incoerência.

Dennis Fritz e Ron Williamson, suspeitos da primeira morte.

Apesar da produção não apresentar nada tão inovador em aspectos técnicos e apelar nas simulações dos eventos, ela consegue expor fatores chocantes dentro da história que podem, ou não, prender o espectador e dar aquele gostinho de “quero mais”. Além disso, acontece uma série de reviravoltas e plot twists deixando a história mais confusa que o final de “Lost”, mas como é verídica, dá pra formar uma opinião. Tenho a minha e espero que vocês, leitores, construam as suas.

Karl Fontenot e Tommy Ward, suspeitos da segunda morte.

No geral, a série consegue promover um debate interessante sobre o sistema carcerário americano, as maracutaias da polícia de Oklahoma e bugar por completo a sua mente na hora de se posicionar. Em seis episódios, tudo pode mudar e minha opinião no primeiro é totalmente diferente dela no último. Talvez seja o mesmo com vocês.

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