“Scorsese ataca com um universo de drogas e sexo, sem qualquer tipo de pudor, em O Lobo de Wall Street. Aquele que foi ao cinema esperando algum tipo de censura, comum às produções Hollywoodianas quando tratam desta temática, se surpreendeu com a forma pela qual Marty conta a história. E, de fato, não havia uma outra maneira. Quando se fala sobre a cultura de excessos e uma vida regada de todos os tipos de orgias e uso abusivo de entorpecentes, é necessário que o espectador se sinta parte daquele mundo.

Acompanhamos a ascensão meteórica de Jordan Belfort, corretor de bolsa de valores, que se torna multimilionário e, a partir daí, divide sua vida entre o trabalho e festas das mais bizarras (nas quais chegam a pagar anões para serem arremessados em alvo, como forma de divertimento). Durante as 3 horas de filme, somos bombardeados por cenas que disputam em provocação, nos fazendo experimentar um pouco da vida de Jordan.

No entanto, em um dado momento, você tem a sensação de que já observou o “show de horrores” o suficiente e que as próximas sequências trazem as mesmas informações das anteriores, sendo, portanto, desnecessárias. As 3 horas poderiam ser reduzidas a 2, talvez, deixando o filme mais conciso e direto. Porém, é de se entender a opção de Marty. A forma como dirigiu, nos deixa submersos na loucura do excesso, quase que implorando por um pouco de “ar” – ou sanidade.”

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