Superpopulação. Uma situação na qual há uma quantidade exagerada de indivíduos da mesma espécie em certa área. Alguns acreditam que isso, além de outros inúmeros fatores, poderá causar a destruição da humanidade. Pequena Grande Vida apresenta a solução: um processo chamado de “Encolhimento” (Downsizing, que também é o título original), em que a pessoa passa por um sufoco para chegar a altura de 12,07cm e viver uma vida próspera e segura. Infelizmente, essa premissa interessante e um trailer muito bem produzido entregaram um filme meia-boca, super decepcionante e que vai fazer o público esquecer que o Matt Damon já fez bons filmes. Por favor não aumente suas expectativas.

Na cidade de Omaha, Nebraska, Paul Safranek (Damon) vive uma vidinha pacata como terapeuta ocupacional, até que um amigo que passou pelo “maravilhoso” Encolhimento fala das coisas boas que isso pode lhe trazer. Ele participa dessa loucura sem volta (além de sem a esposa, que desistiu enquanto ele passava pelo procedimento) e, depois de um tempo, consegue se ajustar à sua nova vida e fazer amigos. Esse é o máximo que eu consigo desenvolver da história sem dar spoilers, e também que os dois últimos atos ficam cada vez mais previsíveis que o primeiro. Ainda me pergunto por que eu ri.

“Depois que você encolhe, a qualidade do filme diminui também! Não tem volta não, hein?”

O trailer só usa as “melhores” partes e deixa o público com a esperança de que será uns dos melhores filmes do ano. Mas assim como “Esquadrão Suicida” e “A Ameaça Fantasma”, é uma mega farça, com personagens chatos (com exceção dos de Christoph Waltz e Hong Chau, mesmo sendo claramente estereótipos), roteiro bem fraquinho e muitos momentos em que o espectador pensa: “Eu realmente estou assistindo isso?!”. Além disso, ele perde totalmente o fio da meada e começa a fazer um bando de alusões sem sentido. Paramount vacilando mais uma vez…

“GUARAPARI BÚZIOS É MINHA ARTE!”

Fazer o quê, né, gente? Nem todo filme consegue ser de qualidade. Mas terminar o mês com essa sem-graceza é meio triste. Quer ver um filme de personagens pequenininhos realmente divertido? Vê “Vida de Inseto”, que é bom do começo ao fim. Esse aqui é só uma perda de tempo imensurável.

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