Como já é a praxe aqui do MetaFictions em nossos reviews de episódios de séries, teremos spoilers violentíssimos do episódio e da série inteira no texto a seguir.


Mais uma vez voltamos ao mundo de Dragon Ball depois do fim do Torneio do Poder (já conferiu nosso Ranking dos Lutadores do Universo 7?) em uma entrada na franquia para promover o jogo de cartas Dragon Ball Heroes. Gostaria de tirar do caminho que nunca joguei DBH, nem li seu mangá e evitei ao máximo pegar spoiler até o lançamento do primeiro episódio, no entanto assisti a todas as vinhetas para o jogo DBH. Então a minha perspectiva do que rolou é puramente baseada no que foi apresentado nesse curto episódio de 8 minutos.

Mais uma vez temos o imbecil do Trunks viajando no tempo e sendo aprisionado no Planeta Prisão (que na verdade desafia todas as leis da gravidade e bom senso) com o misterioso Fu – que possui um design semelhante a um Kaio, só que mais alto e com voz de criança – arquitetando combates com diversos seres poderosos por algum motivo ainda obscuro. Esses seres, ao que parecem, são de linhas do tempo diferentes e de dimensões paralelas (mas uma linha do tempo diferente já não é uma dimensão paralela?!). Isso fica confirmado quando Goku de outra dimensão, que consegue se transformar no maravilhoso SSJ4, aparece e inicia um combate com o Goku que acompanhamos no Torneio do Poder. Eles trocam uns golpes, percebem que estão presos no Planeta Prisão e que precisam reunir as dragon balls para escapar de lá. Interessante que os poderes de ambos estão nivelados e que o Goku SSJ4 possui uma persona mais séria e focada. Para finalizar descobrimos que Trunks está preso em uma cidade cyberpunk com Cooler aparecendo em busca das tais dragon balls.

Super Dragon Ball Heroes resolveu chutar o pau da barraca e fazer algo ousado: juntar linhas do tempo que, a princípio, são excludentes (e lembram um tanto o Dragon Ball Multiverse). Embora o DBGT tenha sido alvo de duras críticas, há de se reconhecer que existem coisas boas lá, sendo a melhor delas a proposta e design do SSJ4. E mesmo que esse Goku SSJ4 não seja do GT, mas sim do universo criado para o jogo, ele possui grande parte da experiência do GT, tornando essa entrada na franquia algo a ser observado com atenção.

Mais uma vez temos algumas reciclagens, como o Cooler, que é irmão do Freeza, outras dragon balls e Trunks viajando no tempo e fazendo cagada. Enfim, não é original, mas dá para o gasto. Nitidamente SDBH não está focado em fazer um anime para competir com o My Hero Academia no gênero shonen ou fazer algo para inovar a franquia. Esse anime existe para vender um jogo, bonecos, resgatar as coisas boas de DBGT e continuar com a hype que DBS criou com a nova geração de otakus. A história é corrida, com tudo acontecendo muito rápido, o desenho é mal animado, coexistem agora personagens de linhas do tempo diferentes, do futuro, de outras dimensões e outros universos – acho que agora não falta mais nada -, MAS há aqui a possibilidade fazer as pazes com uma geração saudosa e que se sente órfã das broderagens de Dragon Ball e das boas sagas/vilões do DBZ. Vamos aguardar e ver o que será de SDBH. Não comprarei o jogo.

Sugestões para você: