Esta é a crítica da 2a temporada de The Sinner e que provavelmente contará com spoilers da 1a temporada, cuja crítica você pode conferir aqui.


Cá estou, mais uma vez, deixando meu parecer sobre The Sinner agora em sua segunda temporada. Sua estreia também foi resenhada por mim ano passado e está linkada acima caso você queira dar aquela refrescada na memória – ainda que a segunda temporada não seja dependente da anterior. E ainda bem, diga-se de passagem. Afinal, os capítulos sobre Cora já findaram a história toda e persistir em algo mais com Jessica Biel seria um tiro nos dois pés.

Dessa forma, a antologia apresenta um caso diferente, mas ainda continuamos com o detetive Ambrose (Bill Pullman), dessa vez prestando seus serviços em sua cidade natal, Keller no Texas. Respondendo o chamado da filha de um amigo também da polícia, a Detetive Heather (Natalie Paul), o cara se depara com um crime que, assim como o de Cora, tem uma peça que não encaixa. Julian (Elisha Henig), um menino de 13 anos, mata os pais e confessa. Mas por quê?

Ambrose e Heather investigam o caso.

Diferentemente da primeira história da série, agora vemos com clareza a motivação de Ambrose: ele parcialmente se projeta no menino, que parece vir de uma criação turbulenta, e sente a necessidade de ajudá-lo ainda que ele seja, de fato, um assassino. Seguindo uma espécie de marca registrada da produção, a explicação pro assassinato vem bastante inesperada, optando por um lado cheio de misticidade e esoterismo – dando muuuuuito mais certo do que a solução do caso anterior. O roteiro se mostra mais consistente e maduro, tal qual um bom vinho após o processo de maturação.

Além do núcleo principal do menino temos a história paralela da detetive Heather, que é interessante e casa bem com os acontecimentos que a circundam, sem ser repentino, exagerado ou dispensável. A trama toma um rumo norteado por nostalgia: Ambrose é assombrado por memórias da cidade natal; Heather é visitada, também, por lembranças dos locais investigados. Finalmente, a misteriosa história do detetive começa a fazer mais sentido para o telespectador.

Maluco esquisitão…

Por fim, para minha surpresa – já que não esperava absolutamente nada de bom nessa segunda temporada, que questionei anteriormente até se era necessária -, a série entrega uma produção de boa qualidade, que engaja bem mais o telespectador do que antes. É de se reconhecer que essa safra de atuações é disparadamente superior e isso contribui enormemente para um investimento maior.

Mas, é claro, não sejamos iludidos: não deixa de se tratar de uma temática batida, num formato investigativo que temos aos montes por aí. Certamente não cativará um público que anseie por um mistério policial revolucionário. Cativa, contudo, àqueles que têm um apreço pelo gênero de maneira clássica, temperado com uma reviravolta aqui ou ali.

Esse moleque é muito fofinho pra ser um assassino!

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