Há 24 anos, o cinema foi revolucionado por uma pequena animação totalmente feita por computadores, realizada por uma tal de Pixar. O fenômeno conhecido como “Toy Story” faturou milhões e uma legião de fãs imensurável, tanto que o sucesso gerado garantiu duas sequências, sendo “Toy Story 3” minha animação favorita de todos os tempos. Todos pensavam, há 9 anos, que era o fim dessa amada saga, mas 2019 chegou e nos presenteou com “Toy Story 4”, um encerramento pra lá de emocionante e ainda mais digno.

Tive a sorte de assistir a esse épico antes da estreia e confesso que o meu psicológico ainda não se recuperou. O quarto capítulo começa com uma linda montagem, desde o tempo em que os icônicos brinquedos eram de Andy até estarem sob posse da pequena Bonnie. No primeiro momento em que estes aparecem em cena é impossível não se arrepiar. Pouco tempo passa e, além da criança já estar entrando no jardim de infância, a dinâmica entre Woody (voz original de Tom Hanks, Marco Ribeiro na nacional), Buzz (Tim Allen/Guilherme Briggs) e os outros brinquedos muda de certa forma.

Quando novo e velho se encontram.

Um dia, Bonnie chega da escola, larga sua mochila no quarto e o caubói introduz à tchurma o novo brinquedo de sua criança: Garfinho (Tony Hale/Duda Espinoza), cujo nome descreve bem o que é. As duas famílias começam uma road trip (obviamente juntas) e devido a “circunstâncias da vida”, Woody se reecontra com sua antiga chama, perdão, amiga, Beth (Annie Potts/Telma da Costa), que havia sumido no terceiro filme sem explicação alguma. Finalmente entendemos o porquê da pastora ter se ausentado, mas como me recuso a revelar spoilers, terão de comprar ingressos para descobrir. Mas já vou avisando que a história continua repleta de aventura, está ainda mais engraçada e as novidades não são ofuscadas pela nostalgia que o filme perfeitamente provoca.

“Vem sempre aqui?”

A animação do filme é impecável e apesar da evolução tecnológica, o visual não perde seu charme. Pelo contrário: está cada vez mais realista, possibilitando que o público perceba vários pequenos detalhes que seriam desprezados se lançado pouco tempo depois do terceiro. Também queria mandar um abraço e parabéns para o Cláudio, o brasileiro responsável por animar o Garfinho, um dos maiores destaques do longa. Se montarmos um igual ao “verdadeiro”, será impossível distingui-los de tão realistas que são. Arrasou, cara! Quanto à história, é comprovado que a clássica fórmula Pixar ainda funciona, graças às ideias criativas e inteligentes do roteiro. A quantidade descomunal de lágrimas produzidas se equilibra nas infinitas gargalhadas ecoadas pelo cinema, ou seja, ao mesmo tempo que os espectadores irão chorar como uma cambada de recém-nascidos, também gargalharão feito condenados. Além disso, assim como a equipe de “O Retorno de Mary Poppins” conseguiu transmitir uma enorme nostalgia sem ficar muito preso ao passado e desprezando-o a favor de novos complementos, Toy Story 4 faz o mesmo e ocasiona um belíssimo encontro de gerações.

Fechando alguns dos infinitos elogios e além (haha), temos o retorno desses personagens queridos com quem vários de nós crescemos! O tempo em cena de alguns é consideravelmente reduzido, mas é fácil entender o porquê, afinal, não só queriam dar espaço para os novatos, como também precisam desenvolver o arco central desse filme, muito bem construído por sinal. Adorei os novos personagens e ainda bem que cada um teve seu Momento, se é que vocês me entendem. Suas introduções são maravilhosas, mas ah, como senti saudades dos brinquedos originais! No instante em que o trio maravilha surge, não consegui me conter! E quando começaram a falar, então?! Surtei! Ouvir essas vozes icônicas, que eu escutava várias vezes quando pequena, me fez sentir como criança outra vez. Cresci com essa dublagem foda e tê-la nesse gran finale é mais que especial. Não tenho como agradecer o bastante.

Unidos ao infinito e além.

A espera de nove anos valeu muito à pena e aquela sensação de missão cumprida é linda. Minha gratidão à Pixar é eterna e a jornada até esse glorioso final é gratificante. Aprenderam com “Vingadores: Ultimato” como fazer um quarto/último filme épico! Vou sentir muitas saudades dessa gangue incrível, e essa saudade vai durar ao infinito e além, parceiros.

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