A história do novo filme original netflix Death Note vem do clássico dentre animes que tem o mesmo nome. Apesar de ser uma adaptação e, como tal, ser passível de moldes, substituições e etc, a comparação é inevitável. Muito por que a série japonesa é incrível e conquistou uma legião de fãs no mundo inteiro – ainda que tenham se passado 10 anos desde seu último episódio, em 2007. Fui apresentada a Death Note esse ano e devorei os 37 capítulos (aproximadamente  13 horas) em uns três dias (obrigada pela indicação, Caio!).

O fato é que no trailer oficial vemos, como é de se esperar nas adaptações de animes, um bando de personagens americanizados – Light (Nat Wolff) é loiro, L (Lakeith Stanfieldé negro…-, com exceção do Shinigami Ryuk (Willem Dafoe), que nos é mostrado esquisitaço como no original, mas meio engessado (parece um boneco de posto). A impressão que me passou é de que o filme beberá da premissa do anime, que é a existência de um caderno capaz de matar aqueles que são nele escritos. No mais, inserem aí uns personagens com o mesmo nome – mas não fica claro, por exemplo, se o shinigami Rem (pertencente à Misa) estará no filme. Nem se Misa-Misa (Margaret Qualley) será aquela mimadinha de marca maior e pagará pau infinito pro Light. Senti falta daquele dramalhão japonês, das gritarias, de alguma mençãozinha de plot twist maluco e difícil de entender como no anime, de personagens mais caricatos (o Light não parece o gênio psicopata que é) e coisa e tal. No entanto, não posso negar a curiosidade despertada através do trailer e que, ainda que seja uma porcaria, assistirei o filme assim que for disponibilizado para streaming pela Netflix em 25 de agosto próximo.

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