É importante ressaltar desde o início que do meu currículo a obra original na qual o seriado é baseado não consta como lido, de modo que me resta dissertar somente sobre o que assisti com meu humildes olhinhos.

Tinha conhecimento da existência do livro e, ao liberarem o primeiro trailer da série, fiquei intrigado, o que me levou a pesquisar a respeito. Fiquei bem curioso ao ler um apanhado de informações catadas da internet, que indicavam uma história única, misteriosa e muito bem urdida.

“OMG”, por favor deem um troféu pro cidadão que obteve esta sacada genial

Para aderir a minha animação, eu tinha visto em alguma lista de equipe da série aquele nome, mas aquele nome bonito: Bryan Fuller. Para muitos, um desconhecido, para mim, Sr. Fields e mais alguns comparsas, um gênio! Este homem assina com vigor a série “Hannibal “, que para mim, junto de (CLARO!) “Breaking Bad” tomam o posto de séries preferidas! Sim, este homem é um sujeito a ser respeitado.

Enfim foram liberados os primeiros episódios, confesso que penei um pouco para começá-la, mas, finalmente, tomei coragem e falei: “pai, partiu!”. Eu e ele nos sentamos e vimos o primeiro episódio. Como já tinha alguma noção do que poderia aparecer na tela não fiquei confuso, porém meu querido pai fechou o capítulo com uma certa desconfiança e confusão. “É muito doido isso”, afirmava ele e eu respondia “É e é por isso que eu adorei”.

Shadow…

Shadow Moon (Ricky Whittle), um homem condenado à prisão, é liberado poucos dias antes de acabar sua sentença, pois recebe a notícia que sua mulher e seu melhor amigo faleceram. Em certo momento, Shadow, que está desempregado, encontra com um homem que se chama Mr. Wednesday (Ian McShane), que oferece um emprego de guarda costas para o protagonista. Eles atravessarão os Estados Unidos atrás de figuras peculiares que Wednesday quer encontrar. Aos poucos, porém, Shadow vai desconfiando deste homem tão misterioso.

Como meu pai disse, realmente é um material muito doido, porém acho que ele selecionou esta palavra sendo leviano, acredito que a palavra certa é “fumada”, esta história é fumada, seja em seu visual, seja em pontos da narrativa, seja em certos personagens, como por exemplo, uma mulher que engole um cidadão pelo seu órgão genital. Pois é. Por esses motivos digo que é uma série para aqueles que realmente se interessam, pois ela vai gradativamente enlouquecendo cada vez mais, não será qualquer um que conseguirá manter esta batalha.

Ele é F O D A

Ao longo de toda a série, Shadow parece mais um espectador do que um personagem, pois seu patrão omite tudo de nós e do protagonista.  Mr. Wednesday, o melhor personagem desta série, é interpretado brilhantemente por Ian Mcshane, que aparenta ser um velho desorientado, mas, ao mesmo tempo, tem seus momentos de reflexão e de mistério. Todos os personagens, até aqueles que são secundários, têm um charme, sejam os mais sarcásticos, sejam os mais maquiavélicos, todos são de uma beleza excêntrica, pelas suas caracterizações, em seus figurinos e personalidades.
(Obs: Gillian Anderson é foda!!!)

THE MAN!

E o debate teológico? A todo momento Shadow é questionado sobre o que ele acredita, e se nós realmente acreditamos em alguma força maior, algo acima de nós, que faz nossos destinos como se fôssemos marionetes. E nós somos? Seríamos um grande teatro e bonecos presos em cordas, controlados por um ser lá em cima? Não sei, só sei que é algo a se pensar!

O primeiro ano da série fecha de uma maneira incrível e empolgante. Com ótimos personagens e ótimos episódios, com apenas poucos momentos entediantes. Em geral, Deuses Americanos é um belo acerto que merece sua atenção. Não é do meu costume utilizar essas palavras, mas… Que série do caralho!

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