“Easy” é uma delícia. Oito episódios de “sitcom” que te fazem sentir conforto e identificação, ali ou cá.

O cerne se dá em relacionamentos, não necessariamente amorosos, e em quantas situações são geradas a partir de coisas que pareciam… fáceis. Muitas vezes em um relacionamento a problemática é, de fato, fácil. Mas, também, muitas vezes a falta de comunicação clara faz com que uma coisa se torne uma bola de neve…

A série nos mostra situações resolvidas pela metade e como elas podem assombrar; insegurança e suas consequências quando se é jovem e, por que não, mais velho; questiona a busca incessante pelo novo e, belamente, mostra o quão sombrio, ainda que infinito, o recomeço pós término é para todos.

Em suma, você se vê ali em cada episódio, ainda que não tenha vivido situação tal, ainda que fosse agir de forma diferente, você consegue se encaixar perfeitamente por aqueles minutos que rolam. É como um flashback de vidas que você não viveu, ou viveu em parte, ou quem sabe um prenúncio do que talvez viva um dia.

“Easy” é sobre amor, sexo e vida. Parece expansivo demais defini-la com conceitos tão voláteis, mas acredito que transite por tudo isso. Uma ótima aposta para quem procura algo leve, porém não raso,  além de reconfortante e cru.

Uma delícia.

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