– Roberto Carlos a 300 Quilômetros Por Hora, de 1971, dirigido por Roberto Farias

Alguns de vocês conhecem Roberto Carlos apenas como o velhinho manco que canta músicas chatas no final do ano da Rede Globo. Mas, antes disso, Roberto Carlos foi uma espécie de Luan Santana de sua época, mas muito maior. A sua vó provavelmente gritava por ele mais alto e escandalosamente do que você grita pelo Luan Santana. Como o grande expoente do movimento que ficou conhecido como Jovem Guarda, Roberto Carlos chamou para estrelar o filme consigo o tremendão Erasmo Carlos e, para dar alguma legitimidade artística, convidou também aquele que é possivelmente o maior ator da história deste país: o falecido Raul Cortez. Clássica história da gata borralheira, na qual Roberto Carlos é um mecânico de uma equipe de corrida que, por um acaso do destino, consegue se tornar piloto. Basicamente, uma desculpa para dois grandes artistas daquela época (e de qualquer outra) correrem de carro e pegarem vários brotos brasa, mora?


– O Bacana do Volante (Speedway), de 1968, dirigido por Norman Taurog

Se Roberto Carlos era maior que Luan Santana, Elvis Presley era algo MUITO maior do que Justin Bieber é ou jamais será. O filme em si não é assim lá essas coisas, mas vale a pena ser assistido nem que seja só para ver que Elvis Presley era realmente o Rei, seja ao cantar, seja ao fingir que dirige. Entremeado com vários números musicais, nos quais contracena com Nancy Sinatra (filha do Frank) e Bill Bixby (o David Banner da série do Hulk), o filme trata de um corredor de Stock Car mão aberta que, por culpa de seu empresário (a culpa é sempre do empresário), se vê devendo uma grana violenta ao Leão. Evidentemente, Elvis vai balançar, chacoalhar e rolar (os fortes entenderão) até conseguir se safar dessa e continuar esbanjando sua grana. 

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