– Peggy Olson (Elisabeth Moss) – Mad Men

Antes de conquistar os corações da crítica e do público ao dar vida a June Osbourne/Offred na aclamadíssima “The Handmaid’s Tale”, a excelente Elisabeth Moss interpretou a redatora Peggy Olson na série Mad Men. Caso tenham assistido, é notável que várias personagens não tem uma “fanbase” tão grande quanto a de seu principal protagonista, Don Draper (Jon Hamm). Claro que são muito poucas mulheres com seu próprio arco, mas nenhum deles se destaca como o de Peggy. Ela não é sua típica mulher dos anos 60: objetificada, submissa, bela, recatada e do lar. Diria que, implicitamente, está além do seu tempo. A jornada de Olson é turbulenta no início, mas, com muito trabalho e perseverança, a jovem se tornou a primeira mulher da agência Sterling Cooper a ter sua própria sala e a primeira a conseguir um emprego que não seja vinculado à função de secretária ou telefonista. Apesar de uns desvios pelo caminho e ser considerada “sonsa” por uma parte dos espectadores, devemos concordar que Peggy é um ótimo exemplo de pioneira.


– Maeve Millay (Thandie Newton) – Westworld

Talento é algo que corre nas veias da família Nolan. O irmão caçula de Christopher, Jonathan, e sua cunhada, Lisa, criaram o sucesso Westworld, inspirada na obra do falecido Michael Crichton. Por mais que a série tenda a focar nos bastidores do parque e na relação entre Dolores e outras figuras (além de sua própria crise existencial), acredito que a história mais intrigante e tensa é a de Maeve, a prostituta e anti-heroína da série, papel que rendeu um Emmy merecido para Thandie Newton. A moça tem uma personalidade bem forte e persuasiva, domina toda cena em que aparece com seu carisma único e sedução irresistível, além de representar a expressão deus ex machina de forma competente. Talvez não seja tão lembrada quanto a Mãe dos Dragões de “Game of Thrones”, mas não há dúvidas de que é a rainha dos androides do velho oeste.

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