– Wendy Carr (Anna Torv) – Mindhunter

Imagino que criarei uma baita polêmica ao dizer isso, mas Mindhunter foi a melhor série de 2017. Pronto. Falei. O suspense de Joe Penhall, David Fincher e Charlize Theron conta a história de dois agentes do FBI que desenvolvem um método de investigação de psicopatas durante a década de 70, além de imortalizarem a expressão serial killer. Exercendo um papel fundamental no processo, temos Wendy Carr (Anna Torv), professora de uma faculdade em Boston. A moça comanda algumas etapas da investigação e ajuda em quase todas, mas é injustamente desvalorizada a ponto de ser esquecida pelos fãs da série e rebaixada a um mero detalhe do enredo. Wendy é tão badass: que ela assume uma posição altíssima para mulheres, numa época em que o movimento feminista cresceu nos Estados Unidos, e ainda assim sendo menosprezada. Para os fãs e novatos interessados, sugiro que revejam a temporada e prestem atenção na complexidade presente em sua trama.


– Summer (Zooey Deschanel) – (500) Dias com Ela ((500) Days Of Summer)  

Um fato curioso desse filme é ele ter estreado nos cinemas justamente quando eu estava lá no meu primeiro amor de todos, naquele namorinho de ir ao cinema, comer pipoca, juntar moedas pra comer no McDonalds, brigar por coisas inimaginavelmente idiotas e achar que íamos casar, etc, etc. Esse fato é curioso por que o filme traz a história de um amor desses que parece irreplicável e que, vamos lá, é bastante idiota – não tem como não ser, Pessoa já alertou que cartas de amor são ridículas e por isso são de amor. A história de amor (unilateral) de Tom (Joseph Gordon-Levitt) para com Summer (Zooey Deschanel) já foi alvo de discussão e polarização. Quero, portanto e de uma vez por todas, evitar grandes maniqueísmos: os dois são meio bostas de formas distintas. Mas não quero entrar em suas personalidades em si e sim na verdadeira injustiça cometida com Summer em relação ao julgamento dela enquanto namorada do cara. A história a pinta, e acho que intencionalmente para causar essa reflexão, como uma coração de gelo que usa um menininho apaixonado para curtir a vida e depois mete o pé na bunda dele sem dó. No entanto, a garota só é bem resolvida pra cacete e sabe, e deixa CLARO, que não ama aquele cara. E é só isso. Apenas. Isso. E ele sabe disso também, mas é tão tomado por expectativas e ilusões infantiloides que sua mente distorce o romance dos dois e o transforma numa verdadeira tragédia quando chegado ao fim. Por fim, é um cara que se mostra incapaz de lidar com o fato de que não foi amado por uma menina (como se alguém tivesse culpa nessa história) e fica irritado ao vê-la amando e vivendo após o fim dos dois. Summer, você saiu de uma fria imensa.

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