– Jon Snow/Aegon Targaryen (Kit Harrington)

Dando continuidade a tradição incestuosa da realeza targaryana, Aegon, vulgo Jon Snow, é o queridinho da série, nosso Jesus Cristo literal que retornou dos mortos para nos salvar. Ele, inclusive, já foi Rei do Norte, mandando em quase metade do território dos 7 Reinos. Contudo, ele conheceu a sua titia Daenerys e caiu em desgraça, abrindo mão – mesmo que não saiba ainda – do seu direito de governar ao se submeter a sua autoridade em troca de ajuda para deter os Caminhantes Brancos. Realisticamente falando, mesmo ele descobrindo quem são seus pais, conhecendo seu caráter abnegado, ele só sentará no trono se sua titia Dany morrer. E por que gostaríamos dele no trono? Os prós e contras são essencialmente os mesmos de sua tia, com algumas poucas diferenças. Jon é um excelente companheiro e líder, mas não tão bom governante. Basta vê-lo batendo cabeça com Sansa em Winterfell e as suas tomadas de decisão calcadas muito mais na emoção do que na razão. Também não o vejo como um reformador e custo a acreditar que ele conseguiria terminar seu reinado sem colocar a integridade da coroa em risco para ajudar em algum problema, inclusive, além de suas fronteiras. Dentre os finais onde tudo termina (relativamente) bem, esse seria o mais justo – vide a sua origem como bastardo -, e que colocaria no trono um verdadeiro messias. Porém, mais uma vez, esse não é o final que GOT merece.


– Tormund Giantsbane (Kristofer Hivju)

Acho que falo por todos quando digo que o Tormund é um dos personagens favoritos do público. Ruivo, barbudo e galudo em um nível master por uma mulher que ele reconhece que seria facilmente capaz de trucidá-lo, Tormund é o que há de mais desconstruidão nesse mundo de Westeros. Não sabemos se ele sobreviveu à queda da Muralha, mas, se ele tiver sobrevivido, seria um prazer catártico inenarrável ver um selvagem superar toda aquela lenga-lenga do caralho de legitimidade ao trono e simplesmente se tornar o rei da porra toda. Seria algo parecido como se um negro tomasse a coroa britânica nos idos do século 18. Tormund ainda tem a vantagem de que ele faria de tudo para ter a gigante Brienne (Gwendoline Christie) como sua rainha e, puta que o pariu, este é o casal impossível que nós aqui do MetaFictions mais shippamos desde Tonho da Lua e Raquel. E é basicamente isso mesmo.

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