Antes de qualquer coisa, eu aviso desde logo. Spoilers brutais te aguardam abaixo. Se você ainda não viu o episódio em questão, vaza daqui ou continue por sua própria conta e risco.


A espera acabou. Depois do que pareceu uma eternidade, de uma temporada meia boca salva por 2 ou 3 episódios absolutamente espetaculares, do atraso em 4 meses da estreia desta temporada, da notícia de que a próxima temporada talvez estreie só em 2019, do Martin avisar pelo terceiro ano consecutivo que o próximo livro sai esse ano e do ator que interpreta o Bran agora ter netos, hoje estreou a 7ª temporada de Game of Thrones.

Felizmente, em um episódio em sua maior parte morno, nós temos as presenças fodásticas de Arya (Maisie Williams) e do Cão (Rory McCann) para equilibrar um pouco as coisas. Este é basicamente um episódio que se presta a passar pelos dois mil diferentes núcleos de personagens da trama e começar a preparar terreno para os acontecimentos vindouros, o que, compreensível e consequentemente, torna o episódio um tanto arrastado e enfadonho.

Começamos com Arya demonstrando que o seu desenvolvimento enquanto personagem chegou aonde ela sempre almejou. E, felizmente, Maisie Williams acompanhou isso. Onde antes havia hesitação e ausência de qualquer controle sobre sua atuação, hoje temos uma atriz que domina perfeitamente sua personagem. Ela, depois de brutalmente assassinar Walder Frey (David Bradley) na temporada anterior, usa suas habilidades de homem sem face para praticar um genocídio em toda a família Frey. E qual é a sua recompensa? Ouvir Ed Sheeran cantando uma musiquinha escrota e comer um coelho bizarro na companhia de soldados que, curiosamente, não fazem sequer menção de estuprá-la. A julgar por isso, Westeros está se tornando um lugar melhor sob o jugo empoderado da nova rainha.

“Te passo a lambida no pescoço!” de Petrópolis, Away

Logo antes de sermos brindados com uma inédita e espetacular visão aérea de Winterfell, Jon Snow (Kit Harington) tenta organizar a verdadeira putaria que se tornou o Norte desde que Ned Stark achou que seria legal ser a Mão do putanheiro Robert Baratheon. A isso, Sansa (Sophie Turner) – depois de escrotamente não contar pro irmão que o exército do Mindinho (Aidan Gillen) estava vindo para salvar o dia na Batalha dos Bastardos da temporada anterior – resolve continuar a ser uma bela duma filha da putinha e questiona o irmão, agora Rei do Norte, na frente de todos os seus vassalos, efetivamente minando sua autoridade na frente de um grupo de pessoas que já não é assim lá tão unido. Jon é obrigado a colocar o pau na mesa e Sansa, depois de morder, dá aquela assoprada. Tudo no figurado, por favor.

Ainda em Winterfell, Tormund (Kristofer Hivju) continua a se mostrar galudíssimo pela gigante Brienne (Gwendoline Christie), casal esse que, sob o risco de soar viadinho e metido a adolescente, eu shippo fortemente.

Como resistir a esse homem?

Em Porto Real, a agora rainha Cersei (Lena Headey) e Jamie (Nikolaj Coster-Waldau) dão um tempo em todo o seu sexo incestuoso e falam sobre seus inimigos e aliados, ao que, no horizonte, aparece a frota de mais de mil navios de Euron Greyjoy (Pilou Asbæk), que chega a capital com a proposta de casar com Cersei. A rainha, que gosta de fazer o chamado cu doce, trata Euron como seu sugar daddy e este resolve que só a conquistará se trouxer um presente digno de Sua Majestade. Ele sai de lá provavelmente, no meu entender, para ir tentar destruir a frota de navios de Daenerys (Emilia Clarke) e trazer-lhe a cabeça de Tyrion (Peter Dinklage), mas aí é só elocubração minha.

Quanto à frota de Euron, eu queria entender como que em uma ilha sem porra nenhuma como as Ilhas de Ferro tem gente o suficiente para tripular mais de mil navios gigantes como aqueles…

O Cão, particularmente meu personagem favorito, continua andando por aí com a Irmandade sem Bandeiras e acaba se deparando com aquela estalagem onde, acho que na 2ª ou 3ª temporada, ele parou para roubar um cavalo e comida. Os residentes estão mortos há muito tempo lá dentro, aparentemente por complicações da fome. Eu estou muito surpreso de ter conseguido me lembrar disso, inclusive. Em uma cena muito bem escrita, o personagem é consumido pela culpa e consegue ter uma visão no fogo dos Outros (ou white walkers) atravessando a Muralha, justamente por meio do elemento que lhe instiga tanto medo.

O inverno, ao que tudo indica, já chegou.

De relevante, temos ainda Sam se fodendo corajosamente na Cidadela enquanto que ninguém acredita na sua história de zumbis de gelo. Isso o força a tomar medidas drásticas que rendem frutos: ele descobre que há dragonglass (sei lá como essa porra foi traduzida) em Pedra do Dragão e corre para avisar seu BFF Jon Snow. Ainda, em uma cena retirada direto do filme Pânico, vemos o braço de Jorah Mormont (Iain Glen) e a pergunta: “Meu crush já chegou?”

E, por falar nela, em uma decisão acertada dos roteiristas, Emilia Clarke está deslumbrante e tem apenas uma fala nesse episódio (ufa!). Ela, sua entourage e seus dragões chegam à Pedra do Dragão, coincidentemente o lugar no qual Sam descobriu haver muito dragonglass e, diante daquela mesa fodona de “War” na qual o Stannis (Stephen Dillane) traçou a Melisandre (Carice van Houten), começa seu plano de conquista.

Essa aí atrás, ó!

No mais, o Bran (AKA chato pra caralho), 1 metro e meio maior do que quando a série começou, aparece na Muralha. Mas ele, como já falei, é chato pra caralho e ninguém se importa.

Em um episódio bem mais ou menos, pelo menos conseguimos ver uma das três coisas que importam na série (as outras sendo sexo e violência extrema, conforme anunciado na classificação indicativa): DRAGÕES! Com o palco montado, agora é esperar e torcer que os míseros 7 episódios sejam o suficiente para que as coisas efetivamente aconteçam, além de continuar na torcida para que o Martin não morra antes de completar os livros.

Winter has come.”

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