Amiguinhos, vocês já sabem o esquema. Spoilers violentíssimos do 4º episódio da 7ª temporada de Game of Thrones seguem abaixo, então leiam por sua própria conta e risco.


Episódio curto, de apenas 50 minutos, mas no qual aconteceu muita coisa. Então vamos direto a ele.

Começamos o episódio com Bronn (Jerome Flynn), meu personagem favorito ao lado do Cão (Rory McCann). Bronn é um sujeito que começou a série como um autêntico filho da puta, nunca escondeu ser um filho da puta e parece ter gosto em ser um filho da puta. Depois de um diálogo em que ele coloca Jaime e mais uma boa quantidade de moedas de ouro no bolso, nós temos a confirmação de que o plano de Cersei que dera tão certo no episódio anterior visava não só pagar a dívida dos Lannisters com o Banco de Ferro de Braavos, mas também estocar víveres para a guerra. Com o inverno, aparentemente, só se preocupa Jon Snow, a dona formiguinha de Westeros.

Isso fica ainda mais claro quando Mycroft Holmes (Mark Gatiss), representando o Banco de Ferro, fica todo pimpão porque os Lannisters realmente sempre pagam suas dívidas, o que já o faz prometer a Cersei (Lena Headey), agora com o nome limpo na praça e excluído do SPC, investimentos pesados para financiar a guerra.

Em Winterfell, os roteiristas se deram ao trabalho de perder algum tempo mostrando Mindinho (Aidan Gillen) dando para Bran (Isaac Hempstead Wright) a adaga de aço valiriano (não esqueçamos, amiguinhos, que aço valiriano mata white walker também) que fora usada quando tentaram matar o então pequeno Stark ainda na primeira temporada, época boa na qual ele era ainda uma criança fofa, convalescia de sua queda voyeurística e não tinha se tornado um emo de cadeira de rodas que não consegue olhar nos olhos das pessoas e que é incapaz de dar uma porra duma resposta objetiva.

Isso é um maluco tão chato e pau no cu que ele ainda parte o coração daquela menininha cujo nome as pessoas nunca se lembram – mas que é Meera Reed (Ellie Kendrick) – quando esta pobre coitada vem se despedir dele. Lembremos que Meera, franguinha de seus 40 quilos, arrastou esse tremendo de um pela saco por sei lá quantos quilômetros, num frio do caralho, sendo que ele cresceu uns 40 centímetros de uma temporada para outra. E tudo que ela ganhou foi um obrigado totalmente protocolar. E isso porque esse arrombado diz não ser mais o Bran que ela conhecera.

Ora, meu caralho, você pode ter mudado quando fez aquela merda lá que te tornou o corvo de três olhos, mas seje homi e agradeça direito à corna que te arrastou pela neve depois disso, seu filho da puta! E, mais, porque você não fala pra todo mundo que você viu Cersei sendo currada pelo irmão? Ou que você viu a real origem do seu irmão Jon Snow? Ahh, Bran, vá-te pra puta que te pariu, porra!!

De fofo a fela.

Passado meu protocolar e já esperado faniquito com o Bran, acho provável que esta adaga seja usada em algum momento para alguma coisa importante, em especial porque, na primeira decisão sensata dele em toda a sua vida, ele a entrega para Arya (Maisie Williams) posteriormente.

Arya, por sua vez, chega a Winterfell, esculacha um gordo escroto e seu coleguinha e vai esperar sua irmãzinha Sansa (Sophie Turner) naquele mausoléu/ponto de encontro debaixo do castelo. Lá elas têm uma reunião fofa, apesar de meio fria para quem revê a irmã que se pensava morta, e Sansa ri quando Arya conta pra ela de sua listinha. Sua incredulidade desaparece quando Arya, depois de ter recebido a adaga de Bran, faz uma sessão de sparring com Brienne (Gwendoline Christie) e mostra que, mesmo tendo treinado umas duas semanas com Syrio Forel na 1ª temporada e pesando 27 quilos, ela é a sinistrona da espada, conseguindo aparar os golpes fortíssimos de Brienne com aquele palito de dentes que ela chama de alfinete. Mindinho e Sansa veem a porra toda e Mindinho sorri. Certamente ele vai tentar fazer a cabeça de uma contra a outra ou algo assim. 

Mesmo ante a total impossibilidade de tudo que passava diante de nossos olhos, é preciso dizer que a cena é excelente e a sua falta de verossimilhança não incomoda. Maisie Williams mais uma vez se mostra perfeitamente à vontade no papel de Arya e isso contribui para a suspensão de descrença necessária em uma situação como esta.

No núcleo do Leblon da nossa novela, Daenerys (Emilia Clarke) comete uma indiscrição ao fazer a Missandei (Nathalie Emmanuel) a pergunta que está na boca de todo mundo: como??? Como caralhos um cara sem justamente um caralho te comeu e como que ele, sem ter o equipamento e, portanto, sem ter qualquer experiência ou apetite sexual, sabia como praticar satisfatoriamente a antiga e sagrada arte do cunnilingus?

“Amiga, ele botou a língua onde????”

Infelizmente ficamos sem essa resposta porque Jon “empata” Snow (Kit Harington) interrompe esta conversa tão edificante ao chamar a dragoa na chincha e levá-la para conhecer as “vastas” reservas de vidro de dragão debaixo de Pedra do Dragão. Elas não me pareceram assim tão vastas, mas Snow pareceu feliz com elas, muito embora seja difícil ler qualquer emoção na cara deste rapaz que carrega a tocha outrora empunhada por Francisco Cuoco e Keanu Reeves.

Jon achava que bastaria levar a cocota para ver umas pedras brilhantes e umas artes na parede para conseguir seu objetivo final, mas Dany, que além de rainha dos dragões está também se achando a rainha da cocada preta, diz que só vai ajudar o rapaz a salvar o mundo da danação eterna se ele se ajoelhar. Nada muito diferente da maioria dos relacionamentos por aí.

Logo depois deste interlúdio pseudo-romântico, Varys (Conleth Hille Tyrion (Peter Dinklage) chegam para dar a Khaleesi as más notícias de que Cersei efetivamente conseguira aniquilar quase todos os seus aliados westerosi. Dany tem um piti e é isso que nos leva aos nada menos que ESPETACULARES 10 minutos finais.

A cena começa com Randyll Tarly (James Faulkner) informando a Jaime (Nikolaj Coster-Waldau) que o ouro saqueado de Jardim de Cima já está a salvo em Porto Real. Bronn, sendo o bom e velho Bronn de sempre, então explica pro filho de Randyll, moleque novo que acabara de perder seu cabaço de batalha, que as pessoas se cagam quando morrem e é por isso que os campos de batalha fedem. Nisso eles ouvem um barulho e, PUTA QUE O PARIU, é Dany dando seguimento ao piti aí de cima.

Em uma cena que certamente custou 90% do orçamento do episódio, toda a horda Dothraki aparece no horizonte com seus cavalos enquanto o exército Lannister começa já a se mijar de medo, mas ainda consegue guardar alguma disciplina militar. Isso tudo muda quando o berro de Drogon (eu acho) é ouvido e aí o povo, contrariando Bronn, começa a se cagar antes mesmo de morrer.

Death! Forth, Eorlingas!

O que se sucede são cenas de batalha nunca antes vistas na televisão. Os Dothraki facilmente superam o amedrontado exército Lannister, a ponto de parecer até um certo exagero o uso do dragão. A cada baforada de Drogon, são dezenas os soldados que morrem instantaneamente, praticamente desintegrados pelas impossivelmente altas temperaturas do hálito do dragão, no que parecem ser belíssimos e inclementes bombardeios de napalm expelido das entranhas do bicho.

Mas, aí, bem na hora de tirar o dez, o roteiro comete o que para mim é um erro crasso e recorrente na solução que deu para apresentar a arma anti dragão de Cersei. Bronn, com muito custo, consegue chegar à tal arma e lança um tiro que passa muito perto do alvo. Daenerys percebe o perigo daquela arma e o que ela faz? Ela dá tempo para Bronn rearmar a balista e voa direto para ela em uma linha reta, facilitando o tiro e praticamente implorando para que seu dragão fosse alvejado.

Lembram que Rickon não sabia correr em zigue-zague e tampouco olhar para trás para tentar desviar de uma flecha atirada a 100 metros de distância durante a batalha dos bastardos? Pois então, o que acontece aqui é idêntico. Dany voa direto para a única arma no campo de batalha que pode ferir seu dragão. Para sua sorte, o tiro pega no ombro do animal e está longe de ser fatal.

Drogon pousa, destrói a balista e aí Daenerys, cujos títulos me tomariam 5 linhas texto, desmonta e vai ela mesmo, TOTALMENTE SOZINHA, tentar retirar a lança do bicho. A rainha seguida por dezenas de milhares com devoção semi religiosa desmonta de seu dragão em um campo de batalha repleto de seus leais Dothraki e NINGUÉM vai a seu auxílio e proteção. Ela fica ali sozinha tentando puxar uma lança enorme do corpo gigante de Drogon quando Jaime, que também está inexplicavelmente ali sozinho sem ninguém entre ele e o dragão, cavalga em direção a Dany a toda velocidade, para desespero de Tyrion, que assiste à batalha de longe e teme pela vida do irmão.

O dragão percebe a aproximação de Jaime e prepara uma catarrada flamejante final, mas Jaime é salvo do jato de fogo no último segundo não se sabe por quem (acho que Bronn), caindo na beira de lago mais funda de Westeros e provavelmente de qualquer outro continente real ou fantasioso.

Jaime morreu? Foi Bronn quem o salvou? Como foi que Verme Cinzento conseguiu consumar seu amor por Missandei?

São muitas as perguntas que pairam ao final deste que foi o melhor episódio da temporada até aqui. Apesar de seu pouco tempo de duração, muita coisa aconteceu, personagens foram desenvolvidas e, finalmente, pudemos ver o poderio bélico dos dragões da Kahleesi, coisa que estávamos esperando para ver em todo o seu esplendor há muito muito tempo.

No mais, Davos fez uns comentários sobre as tetas de Daenerys e de Missandei praticamente na mesma frase e na cara desta última – que não teve opção que não ficar ali dizendo o quanto sua mestra é fodona e tal -, Jon encontrou Theon (Alfie Allen) e, com a mesma expressão de quando estava feliz pelo vidro de dragão, disse que o mataria não tivesse ele salvado Sansa.

Como eu falei no começo, muita coisa aconteceu e, ao que tudo indica, temos ainda muita coisa para acontecer até o final desta temporada. Resta-nos esperar e estudar como acasalam os eunucos.

Growing Strong.

Sugestões para você: