Batman Ninja (Ninja Battoman), de 2018, dirigido por Junpei Mizusaki

Aos nossos leitores que gostam de uma boa história calcada na realidade, com uma preocupação com a verossimilhança e coerência, eu conclamo desde já: fiquem longe de Batman Ninja! Este é um anime escrito por um malandro conhecido por vários seriados Tokusatsu da série Kamen. Pra galera da minha idade, Black Kamen Rider talvez seja algo de que vocês se lembrem. Enfim, pegaram um maluco que escreve seriados a la Jaspion e mandaram fazer um longa com o Batman sendo um ninja no período do Japão feudal. E a maluquice tá muito longe de parar por aí, sendo esta a obra mais inacreditável que se possa imaginar. A cada minuto uma nova coisa absolutamente fora da realidade acontece e você, menino juvenil com quem falei ali em cima, vai querer dar um tiro no próprio cu de tão absurdo que tudo é.

Feita essa ressalva e já preparando a expectativa da galera de que verá uma obra completamente estapafúrdia na sua proposta de argumento, Batman Ninja é divertidíssimo não só porque traz o morcegão que todo mundo ama, mas também porque o coloca entrando na porrada com boa parte dos seus mais famosos vilões em cenários inimagináveis, tudo rolando com 4 estilos distintos de animação, cada um pensado e executado de forma bem condizente com a narrativa, além de todos serem de um nível de beleza poucas vezes visto em uma obra do gênero.

Basicamente, Batman Ninja é um banquete para os olhos em todos os seus curtíssimos 85 minutos, ainda que exija do espectador uma dose cavalar de suspensão de descrença, como já descrevi mais detalhadamente na crítica que pode ser lida aqui.

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