– O Tempo Não Espera Por Ninguém (God Don’t Make the Laws), de 2011, dirigido por David Sabbath

A pífia nota presente no IMDb acerca deste filme pode sugerir a falta de sentido em uma busca sem sentido por muito sentido nessa obra. Isso porque David Sabbath nos faz adentrar um universo utópico/distópico, mas sem grandiosidade. Traz em elementos tradicionais, cotidianos e ordinários a sua crítica. Rockwell é uma cidade “perfeita”, isto é, lá o tempo não se move, as pessoas não sofrem, nada sai do lugar. É como se repetisse o mesmo dia bom direto. No entanto, isso ocorreu após um desastre na cidade; e a tentativa de se evitar momentos como aquele fez com que a cidade permanecesse assim. A permanência desse estado, porém, depende da permanência de tudo ali. De modo que nada de novo pode chacoalhar o modelo irretocável e tedioso do local.

Quando um viajante de fora chega, com um passado pouco convidativo, sua mente crítica e em busca de mudanças começa a mexer com a estrutura da região. Símbolos proibidos, como uma bola de basquete em um lugar que só se joga futebol americano, são caçados; bem como todo aquele que sugira algo de diferente, de novo, por aquelas paragens. E assim, o viajante vai fazendo o tempo querer voltar a visitar o imóvel lugar.

Partindo de elementos simples, David Sabbath promove uma crítica e gera reflexões acerca de assuntos verdadeiros e tocantes da existência.

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