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Hoje é dia de filmaço. Reservamos para vocês três grandes títulos, de estilos bem diferentes, mas todos contando com duas características muito presentes: introspecção e violência. Na tríplice dessa semana, temos uma produção americana que se apresenta como a melhor já feita na carreira do grande ator Ryan Gosling; uma argentina, que se apresenta como a melhor já feita na carreira do inacreditável ator Ricardo Darín; e uma poderosa obra ocidental do admirável diretor iraniano Asghar Farhadi.

Em todas as três, a introspecção de seus personagens fala muito mais alto do que verborragias à parte. E o universo de violência no qual cada um está arbitrariamente mergulhado é o que de mais marcante as obras têm. Vingança, traição e ganância estão presentes no caminho de sobrevivência física e, sobretudo, emocional que os protagonistas necessitarão atravessar.

Três títulos imprescindíveis na lista de qualquer um.


Drive, de 2011, dirigido por Nicolas Winding Refn

Não só a melhor atuação de Ryan Gosling (muito provavelmente), mas, como dito, o melhor título de sua carreira (na minha opinião, é claro), Drive nos conta a história de um dublê e mecânico que também trabalha como piloto de fuga, já que sua habilidade no volante é deveras marcante. Acostumado ao perigo, por lidar diretamente com o limite da vida, o destino do protagonista esbarra no de sua vizinha, que parece indiretamente envolvida com figuras do crime. Na tentativa de ajudá-la, ele se colocará, uma vez mais, em posição de risco.

A narrativa é feita a partir do silêncio, das expressões de suas irretocáveis atuações, da espetacular fotografia e composição de cenas, ou seja, da força da imagem em movimento. Aqui temos uma verdadeira obra cinematográfica no sentido mais puro da assertiva. Absolutamente tudo é feito com muito esmero e delicadeza, entregando aquilo que se pode considerar – sem correr riscos – uma obra-prima.

Confira a crítica na íntegra clicando aqui.

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