Midsommar: O Mal Não Espera a Noite (Midsommar), de 2019, dirigido por Ari Aster

Dirigido por Ari Aster – a quem passei a babar um ovo forte após “Hereditário” -, Midsommar é um daqueles filmes que te deixam desconfortáveis do início ao fim. Acompanhamos um grupo diverso de amigos visitando uma comunidade isolada na Suécia. Cada um deles é levado para lá por questões diferentes, como a nossa protagonista Dani (Florence Pugh), marcada pelo luto e em uma relação que balança drasticamente. Além dela, temos estudantes de antropologia e gente que só quer curtir um cogumelo. Começa aqui uma série de eventos que lentamente constroem uma cena pavorosa de horror.

Midsommar opera na contradição visual em relação ao que está acontecendo em tela. Cenas de grande brutalidade visual ocorrem em uma belíssima fotografia diurna colorida, momentos de confraternização guardam os momentos mais tensos e os personagens mais inocentes carregam as intenções mais vis. É com certeza uma das maiores esnobadas do Oscar 2020.

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