Ela Quer Tudo (She’s Gotta Have It), criada por Spike Lee, disponível na Netflix

“A história toda acontece em 2016 e brilhantemente trata de levar consigo tudo que nosso mundo, 30 anos depois do original de 1986, tem a mostrar. Questionamentos sobre o feminismo, muito válidos, são expostos na roda de conversa de Nola e suas amigas; a realidade da mulher e sua infeliz vulnerabilidade nas ruas enquanto alvo de assédio, entre outras banalidades que vivemos. Essa eu achei o ponto alto de genialidade da série; não se trata mais de um ‘estudo’ sobre uma mulher que transava com mais de uma pessoa. De maneira triunfal e como defendo ser o ideal, o(s) relacionamento(s) de Nola são um detalhe e não definição de sua vida. Agradeço pela trama não mais orbitar em torno de homem ou de, por fim, uma escolha entre os três.”
Por Larissa Moreno em crítica publicada em 24 de novembro de 2017


This is Us, criada por Dan Fogelman, disponível para assinantes FOX Premium

Prepare os lenços, leitor MetaFictions. Sabe aquela série turbilhão de lágrimas, aquela que o episódio acaba e você quer ligar pra sua mãe e dizer que ama, que vai visitar mais e tudo? Assim é This is Us, sucessão nos USA e ainda meio desconhecida em terras brasileiras. Acompanhando o dia-a-dia da família Pearson (os irmãos Kevin, Kate e Randall, na atualidade e na infância e adolescência, junto com seus pais), o grande trunfo da produção é fazer com que todo mundo se conecte a ela. O título é muito bem escolhido, porque realmente “isto somos nós”. Amor e dor (eita rima pobre a que estamos condenados), medo, vitórias, fracassos, família, escolhas. This is Us é sobre o humano nosso de cada dia. Com um elenco afinadíssimo (SAG de melhor elenco e o magnifico Sterling K. Brown levando o Globo de Ouro, o SAG e o Emmy), um roteiro ajeitadinho e aquela facadinha no peito que a gente gosta, esse programa é imperdível. Ah, o primeiro episódio tem a transição de tempo mais legal e bem feita da história das séries.
Por Marco Medeiros

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