Cobra Kai, 2018 – , 1 temporada, criada por Jon Hurwitz e Josh Weald, série original YouTube Originals.

Cobra Kai, série original do YouTube Originals, recém-chegada ao Brasil com seu serviço pago, foi uma das melhores estreias em 2018 para a pessoa que vos escreve. Em uma jogada genial de inversão de perspectiva e subvertendo os personagens apresentados lá no clássico primeiro “Karatê Kid” de 1984, temos a história de Johnny Lawrence (William Zabka) – a quem fomos ensinados a odiar – contada de forma azeitada e com muitas inversões de valores. Mesmo estando evidente no longa supracitado, somente ao assistir a série que eu percebi quão babaca e cuzão é Daniel LaRusso (Ralph Macchio), mostrando as mais de 3 décadas desde seu último encontro e carregando as sequelas do fim do torneio de artes marciais. Com uma roupagem moderna, valendo-se da nostalgia do jeito correto, estamos diante de algo que merecia estar na boca de todos tanto quanto “Stranger Things” da vida. Façam o favor de assisti-la.
Por Ryan Fields


– Pose, 2018 – , 1 temporada, criada por Steven CanalsBrad FalchukRyan Murphy, série original da Fox Premium

O time capitaneado por Ryan Murphy já pode ser considerado uma grife televisiva. Cada produção deles traz para o espectador a certeza de encontrar algo provocativo, sexy, irônico, reflexivo e atual. Pose junta todas essas qualidades e ainda insere nelas o quesito novidade. Abordando a cultura dos ballrooms da Nova Iorque do final dos anos 80, verdadeiras pièce de résistance da comunidadeLGBTQI+ no período, Murphy e seu time criam uma obra vibrante, nova, digna de maratona. No entanto, não furtam a contrastar o brilho e luxo das festas com o lado pesado da epidemia de AIDS que dizimou tantos no período e o peso do preconceito que ainda dizima tantos outros. A série, cuja segunda temporada acaba de ser confirmada, ainda ostenta o honroso e corajoso título de produção com o maior número de atores transsexuais em papéis principais da História. E, de quebra, você ainda descobre que Vogue, no clássico da Madonna, não é uma referência à revista.
Por Marco Medeiros

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