O Beijo no Asfalto, dirigido por Murilo Benício, lançado em 1º de dezembro

Vinícius de Moraes escreveu que “são demais os perigos dessa vida para quem tem paixão”. Estreando como diretor, Murilo Benício tinha alguns perigos grandes nas mãos. Mas, ela, a paixão, fez do seu O Beijo no Asfalto uma das mais agradáveis surpresas de 2018. O clássico de Nelson Rodrigues ganhou tratamento de luxo na versão de Benício: fotografia primorosa em preto-e-branco, elenco estrelado (quer um nome só? que tal Fernanda Montenegro?), edição estonteante e muita paixão pelo texto e pela arte. E, brilhando acima de tudo isso, a ousadia de experimentar no cinema. O filme é uma mistura de documentário das leituras da peça pelo elenco, teatro filmado e maravilhosas sequências cinematográficas. De quebra, ainda levanta reflexões pertinentes sobre fake news, homofobia e o papel do artista num mundo como o nosso. Um servição muito bem feito e que eleva lindamente o moral do cinema brasileiro. É, Nelson, se a Seleção não ajudou muito na Copa, acho que, com esse Beijo, encontramos um motivo para nos livrarmos do complexo de vira-latas em 2018.
Por Marco Medeiros
Leia a Crítica Aqui!


Quando os Anjos Morrem (Cuando los Ángeles Duermen), dirigido por Gonzalo Bendala, disponibilizado pela Netflix em 28 de dezembro.

Com uma premissa muito simples, somos conduzidos por nosso protagonista, Germán (Julián Villagrán), em uma viagem de carro no afã de não perder o aniversário da filha, viagem esta realizada de madrugada e com o sujeito extenuado ao extremo. Numa daquelas piscadas de olho que demoram 3 segundos, nosso amigo aí acaba atropelando uma pessoa, tendo como testemunha Silvia (Ester Expósito), uma garota de 17 anos que estava foragida de casa e não sabe muito bem como reagir ao ocorrido, em choque. Contando com atuações sólidas, um ritmo bem equilibrado e um roteiro bem elaborado, Quando os Anjos Morrem me surpreendeu e certamente vai te conduzir por momentos de muita ansiedade. Não espere aqui por aquela película com um roteiro filosófico e profundo, contudo, o trabalho de Gonzalo transforma uma narrativa simples em uma noite que você não esquecerá tão cedo.
Por Ryan Fields
Leia a Crítica Aqui!

Sugestões para você: