Selma: Uma Luta Pela Igualdade (Selma), de 2014, dirigido por Ava DuVernay, vencedor do Oscar de melhor canção original e indicado a melhor filme

Ava DuVernay é uma cineasta americana conhecida por seus filmes com fortíssimo cunho racial, abordando a questão do preconceito e da intolerância nos EUA em forma de documentário – o indicado ao Oscar e excelente (ainda que um tanto tendencioso) documentário original Netflix “A 13ª Emenda” – ou usando um dos momentos-chave da luta do movimento por direitos civis a negros nos EUA liderado por Martin Luther King Jr. neste Selma.

Após anos de luta e da obtenção de algumas vitórias, como o fim da segregação e o direito ao voto ao cidadão negro, o Dr. King (David Oyelowo) já é um veterano tarimbado do movimento, com experiência o suficiente para entender exatamente como usar o sistema que o oprime a seu favor, ao mesmo tempo em que já está cansado daquela vida e, como todo homem, quer conseguir viver uma vida plena com sua mulher e filhos. Mas, mesmo com o direito a voto assegurado pela constituição, o sul norte-americano, terra racista até a medula, ainda impõe várias dificuldades para que o negro consiga votar (aqui exemplificada em uma tocante cena com Oprah Winfrey), o que acaba por culminar em protestos e marchas na cidade de Selma, no estado do Alabama onde o racismo, apesar de ilegal, ainda parecia estar institucionalizado.

Retratando os sacrifícios que todo povo oprimido precisa para fazer afrouxar os grilhões da repressão, Selma é um filme necessário, tal qual é o recente Mudbound, que faz com que nos lembremos que até pouquíssimo tempo atrás o negro era tratado como animal e, se hoje as coisas melhoraram bastante, ainda há um evidente e inevitável ranço que só o estudo da História pode fazer com que percamos.

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