Regras da Vida (The Cider House Rules), de 1999, dirigido por Lasse Hallström, vencedor dos Oscars de melhor ator coadjuvante para Michael Caine e roteiro adaptado para John Irving; também indicado para melhor filme, diretor, direção de arte, montagem e trilha original

Infelizmente conhecido pelas massas como o mordomo do Batman, Michael Caine é um ator monstruoso e consistente já desde a década de 60. Uma estatística curiosa a seu respeito é que ele foi indicado ao Oscar pelo menos uma vez em cada uma das décadas desde a de 60, em um total de 6 indicações e duas vitórias, uma por “Hannah e Suas Irmãs” e outra por este Regras da Vida, ambos por seu trabalho como ator coadjuvante. Em Regras da Vida, Michael Caine trabalha como médico e administrador de um orfanato, onde ele, ao longo dos anos, conhece muitas crianças, mas nenhuma tão especial quanto Homer Wells (Tobey Maguire), um órfão que, crescendo e amadurecendo para além dos limites da instituição (apesar de ser feliz nela), resolve sair para conhecer o mundo. 

Trata-se, portanto, de um drama sobre a maioridade, o famoso “coming of age“, dirigido por um artesão de raro talento na figura do sueco Lasse Hallström, e contando com um elenco ainda não muito conhecido à época – além de Maguire, o Homem-Aranha, temos ainda Charlize Theron e Paul Rudd – misturado com veteranos de muita tarimba – além de Caine temos também o sempre ótimo Delroy Lindo -, o roteiro de John Irving é um primor, tendo o autor sido também oscarizado por ter ele mesmo feito a adaptação de seu livro best-seller para o cinema.

Regras da Vida é cinemão que faz chorar, sorrir e entender que, embora as mazelas retratadas pelos outros filmes acima sejam reais e presentes demais em nossa vida (doença e preconceito), ela ainda vale a pena ser vivida.

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