Host, de 2020, dirigido por Rob Savage

Em pleno isolamento social, o qual ainda vivemos, seis amigos inventam de contratar uma médium para uma sessão de invocação espiritual virtual através da plataforma de conferências Zoom. Extremamente interessante ponto de partida. Há o mundo material diretamente relacionado com o mundo virtual, utilizando ambos a tentativa de contato com o mundo espiritual.

Mas a animação das amigas e de um rapaz que entra de gaiato na história começa a mudar de figura quando o desrespeito de uma delas (algo muito comum nas redes mundo afora) em relação a suposta entidade gera um retorno extremamente violento por parte do mundo espiritual. Cada usuário será perseguido por esta entidade, que não parará até que atinja seu objetivo. Diante disso, os sentimentos de cada personagem vão se aflorando, levando-os para locais cada vez mais obscuros de seus seres.

Se nas duas primeiras indicações falamos do horror em forma de discurso promovido pelas redes sociais e pela rede virtual de uma forma geral, aqui Rob Savage muito acertadamente impõe uma roupagem um tanto mais direta a este fenômeno: o espírito do Terror que nos suga a Humanidade não necessariamente vem do universo sobrenatural, mas dessa onda virtual que nos consome diariamente.

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