– Mary Shelley (Mary Shelley), de 2017, dirigido por Haifaa Al-Mansour

Tal qual a indicação anterior, esta obra da diretora Haifaa Al-Mansour já apresenta sobre o que fala em seu título: é a biografia da grande autora Mary Shelley (Elle Fanning), mais conhecida por sua impactante história “Frankenstein”. Focando no aspecto feminino da narrativa, o filme nos coloca de frente para os dramas pessoais de Shelley, que a levaram a enveredar por caminhos obscuros e desafiadores. Se na introdução desta publicação havia dito que a Arte é a expressão natural de seu tempo, complemento dizendo que toda obra é, em certa medida, autobiográfica. E isso é marcante nesse conto sobre a escritora.

A diretora trata de ligar os grandes sofrimentos experimentados, ainda muito jovem, por Mary Shelley aos interesses que ela vai desenvolvendo, quase como uma relação de causa e consequência, para se chegar até a produção de seu livro. A destruição que a vida impõe e a necessidade de se reconstruir a partir desse caos, transformando-se em algo completamente diferente, apesar de manter as características naturais, é a alegoria encarnada pelo monstro do personagem Victor Frankenstein. E assim como seu protagonista, Shelley se viu como uma costura bruta de sentimentos quebrados, fazendo emergir dessa experiência uma criação que a faria resistir ao tempo.

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