O Sorriso de Mona Lisa (Mona Lisa Smile), de 2003, dirigido por Mike Newell

Aqui, sim, uma clara história de luta pelo lugar da mulher (não que os outros não sejam, mas esse título já guarda um aberto comprometimento direto com a causa), acompanhamos a narrativa da professora de Arte Katherine (em boa atuação de Julia Roberts) admitida em uma instituição de educação para mulheres. Mais do que ensinar o conteúdo e as várias vertentes artísticas para as jovens conservadores da década de 1950, a professora deseja abalar o mundo fantasioso e comedido a elas prometido pela sociedade extremamente machista da época.

Fazendo o trabalho que, em suma, é o ofício principal de um professor: provocar o aluno em direção ao seu próprio pensamento crítico, Katherine vai lançando às alunas questionamentos que resultam em uma auto-crítica e um repensar do lugar da mulher em uma sociedade tradicional e conservadora. As divergências de perspectivas emergem e o conflito de idéias e ideais vai se fazendo cada vez mais presente.

Explorando o carisma e a empatia de suas personagens e atrizes, Mike Newell realiza uma obra que cativa o espectador.

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